O que li no mês de Julho+Agosto #3

Oi gente, e aí? Esse é o terceiro "O que li no mês", para ver os anteriores, clique aqui. Não sei vocês mas, quando tenho muito tempo livre e muita coisa legal pra fazer, acabo não fazendo absolutamente n-a-d-a, como eu disse no último post dessa TAG. Fico parada em frente o computador e a televisão atualizando Facebook e Twitter de 5 em 5 minutos, mesmo aparecendo sempre as mesmas postagens. Aí, quando não tenho tempo para hobbies e fazer as coisas que eu gosto (porque: faculdade), de repente, dá tempo de ler todos os livros, ver todas as séries e ir a todos os lugares. Tudo ao contrário.
Tô falando isso porque, nesses dois últimos meses, consegui a incrível façanha de ler apenas 3 livros - fisicos. O que, querendo ou não, é muito menos do que eu leria em um mês. É tipo 1 livro em meio por mês. E nem o fato de dois deles serem em inglês ameniza a situação, porque pra mim é tudo a mesma coisa, inglês ou português. Li 4 séries de NA em Inglês e em Ebook, mas também não conta porque eram tão curtinhas, que li cada livro em uma "abrida" de Adobe Reader no Iphone.
Vamos ver o estrago desses dois meses.

Um livro para se ler em época de natal, resumindo. Nessa história co-escrita pelo lindo do David Levithan (amo), os capítulos são alternados entre o Dash, com quem me identifiquei muito, e a Lily, com quem também me identifiquei muito. Ambos são personagens muito... Digamos, diretos. É tipo assim: Dash encontra uma lista misteriosa dentro de um livro que está doido pra ler, e acontece que essa lista de desafios foi feita - mais ou menos - por Lily, a fim de arrumar um amiguinho. Gostei, sim, mas não tanto quanto eu achava que iria. Ganhou 3 estrelinhas no goodreads pelo desaforo do Dash e pelas cenas em que a Lily don't give a shit e sai pelas ruas de NY vestida do jeito que quiser. Mas, literalmente, leia esse livro no Natal. Tenho certeza que a experiência vai ser mil vezes mais legal.

Já tinha lido e amado aquele outro livro com nome gigante, dessa mesma autora, o "A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista", mas em português. E achei esse mais do mesmo. Assim, por ser um YA, não tem como fugir muito do normal, mas as lições, perdas e aprendizados continuam ali. O casal meio chatinho foi uma novidade, por que em A Probabilidade, simplesmente amei os protagonistas. Nesse, achei uma coisa meio forçada, e que tinha tudo para dar certíssimo. Começa com um email enviado para o endereço errado, e acaba num romance bem agua com açúcar (3/4 de agua e 1 de açúcar). Esperava MUITO mais de você, Jennifer. Pelo menos alguma coisa mais inovadora, sei lá.  Não é que não gostei do livro, porque faltou um sopro para dar 5 estrelas. Só não deu ainda. 4 sofridas estrelas no goodreads.

Graças a todos os deuses gregos, egípcios e quaisquer outros que você possa imaginar, essa leitura salvou a onda de livros chatos. Nesse NA, pela primeira vez (pra mim), o livro inteiro é lido pelo ponto de vista de Drew Evans, um homem arrogante, maravilhoso e que sempre consegue o que quer. Ok, até aí nada de diferente. O negócio começa a ficar bom quando você lê o primeiro capítulo, em que Drew está trancado em casa a mais de 1 semana, numa gripe marombada de depressão e auto-compaixão, sem vontade de viver. O famoso estado pós pé na bunda. Então você quer saber como o pegador da cidade, rico e bonito acabou daquele jeito, e lê o resto do livro em 2 horas. Me apaixonei pelos personagens, principalmente por Drew, por ele saber reconhecer quando está certo, errado ou, pior ainda, apaixonado. Foi uma leitura super leve que me fez dar aquela respirada de satisfação no final. Ainda faz-se New Adults bons, sem mais do mesmo. 4,5 estrelas de amor.

Em Ebook
Quando leio no celular, não tenho muita paciência quando são livros gigantérrimos ou com muitos momentos de surto, porque muitas vezes leio no meio da aula (shame on me), dentro do ônibus, enquanto me excluo em alguma festa de família, etc... E de esquisito já bastam minhas roupas e meu cabelo. Então, deixo pra ler esses romances de banca americanos, estilo os da Christina Lauren. E nesses dois meses fiz a festa. Li "Reasonable Doubt", da

Beijos da JLaw pra trazer sorte nesse mês ;)

Lugares que quero (muito) conhecer #rotaroots

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Ás vezes, no meio de uma quarta feira, nada acontece, o ar parece mais denso e o relógio para de funcionar, do nada. Acaba a pilha da vida, a pilha do corpo e a pilha dos acontecimentos novos. Aí você vai - pela quinquagésima segunda vez - lá no Facebook e atualiza a página e, para aumentar ainda mais sua depressão de férias, aparecem milhões de outras vidas mais legais que a sua. Meia dúzia de amigos viajando juntos pro verão na Europa, aquela famosa em NY, realizando seu sonho, sua amiga corajosa que foi morar em SP sozinha, uns gato pingado na estrada, conhecendo o país... E todos eles parecem muito mais felizes que você.
Passou um mês e você não realizou nem uma coisa daquela lista que fez um dia antes das férias começarem, no início de Junho. E, ó, a gente já tá na outra metade do ano. Aliás, já tá na metade que vai chegando no finalzinho.
E, tudo em que penso são os lugares que eu gostaria de estar. Os outros lugares, além da minha casa, que eu gostaria de amar, de adorar. Sabe isso? Sair, rir sozinha de tudo e de nada. Andar sem ter destino e se perder num mapa impresso de última hora no Google Maps. Parar em qualquer esquina e ter a coragem de perguntar pro velhinho sentado no banco: "O moço, hello, no hablo su lingua, mas você sabe where que eu vô where que eu tô?". Querer mudar essa fase da vida que, meu senhor cristo, não passa de jeito nenhum. Você muda o cabelo, compra roupa nova, compra livro novo, pinta as unhas, vê a novela nova, mas, nem com reza brava, essa fase não passa mas é de jeito nenhum. Dá pra trocar o disco aí ou tá difícil?

E esses são os lugares em que, sempre quando viajo na minha mente, eles aparecem para me acalmar um pouco. Espero - cruzando os dedos- que eu possa conhecer cada um deles, algum dia.

Califórnia here we come, right back where we started from...

Quem nunca ouviu a palavra "Califórnia" e lembrou da música de abertura de The O.C, na hora? Sempre penso em ficar o dia inteiro nas praias lindas de lá - e olha que nem gosto de praia ein-, voltar de tardinha e passear pelos decks, aprender a andar de skate, pegar um carro e sair escutando Teenage Dream pelas estradas do litoral. Esse sim seria um verão bom.

Porque não...?

Tá, eu sei que é onde Bella conheceu Edward e virou vampira e todas essas bobagens brilhantes que tá todo mundo cansado de ouvir. Mas Crepúsculo teve uma parte muito especial na minha adolescência, e passei muito tempo querendo conhecer essa cidade que só chovia, nevava e dava sol uma vez por mês. Se por um lado a Califórnia é muito quente, Forks é muito frio. Essa cidadezinha no meio de Washington cresceu muito depois de toda a divulgação do livro e do filme, mas nada vai me convencer de não desejar visitar esse lugar. Embrenhar no meio das árvores como se não existisse o amanhã -ao som de Paramore- e encontrar uma clareira pra chamar de minha. #vomiteiarcoiris

Concrete Jungle
Viajando pro outro lado do país tem a grande, luminosa, agitada e tão sonhada New York. Com certeza você já viu algum filme que se passe por lá, até porque quase todo filme pelo menos cita a cidade. Não sei o que tem de bom ali, porque nunca fui, mas sempre sonho em me surpreender quando eu for (cruza os dedos galera). A gente sempre ouve falar muito de lá e, por isso, pensa que já conhece cada esquina e cada lugar de NY, mas que isso se torne um grande engano. Quando eu for para NY (tem que mentalizar, mentalizar!!), já tenho meu roteiro do que não posso deixar de fazer, até porque desde que pensei na possibilidade de entrar num avião, aos 14 anos, NY tava na lista. Então meio que não tem como eu perder os shows da Broadway ou passar um tempo no Central Park. Não falta gente pra falar bem e mal da cidade, mas penso que cada pessoa é uma pessoa e pra cada um, a experiência é diferente. Em NY, quero comer neve nojenta do chão e dançar no meio da Times Square, usando um vestido curto, meia calça, bota e chapéu. Tudo que eu não faria aqui no Brasil.

Iceland
Sei lá, nunca tive muita vontade de fazer aquele tour pela Europa, o tal do mochilão. Talvez conhecer Paris, e com certeza tirar foto no castelo da rainha, em Londres, mas nunca a Europa mesmo. Exceto esse país nanico que fica bem lá em cima. Friiio e cheio de montanhas, é um sonho conhecer esse lugar. Tenho uma amiga que sempre vai pra lá, porque a irmã casou com um islandês e então tá sempre indo visitar. Esse ano mesmo trouxe uns amigos de lá, pra cá. Conheceram BH toda em um dia (nem tem como prolongar porque ponto turístico legal por aqui é difícil né) e foram bem simpáticos. Principalmente quando falavam a língua deles entre si. Sério, parecia que eu tinha sido transportada pra dentro do Game of Thrones, em pleno calor do Brasil. Não tenho nem ideia dos pontos turísticos da Islândia (além dos vulcões e da aurora boreal), mas só de pensar no tanto de história diferente que o país tem, dá vontade de economizar a vida inteira pra entrar num avião e ficar pelo menos dez dias lá. Morrer de frio e me sentir deslocada; um pontinho marrom no meio de tanta gente loira.

Lhama
Agora voltando aqui pro continente, porque até hoje não me surgiu vontade nenhuma de ir mais pro oriente, o Peru e aquela famosa foto do topo do Machu Picchu me encantam. Não sei muito sobre astecas, maias ou qualquer que seja a tribo que era de lá (sempre confundi no colégio), mas assim como a Islândia, dá vontade de andar pelos lugares só pra sentir a história entrar em você (pra vê se eu aprendo de uma vez porque né...). Tanta gente diferente, crenças diferentes... Dá ou não dá vontade de sentar lá nas pedras do Machu Picchu, acender um incenso e ficar meditando? Ah, e também comprar aquelas touquinhas com orelhinhas, amo! hahaha!

Se fosse para viajar hoje, agora, sem problemas com compromissos ou dinheiro, eu tiraria na sorte entre esses 5 lugares, e ficaria satisfeita com qualquer um. E você? Para onde sonha viajar?

A primeira vez que escutei minha banda favorita #rotaroots

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Eu tinha mais ou menos 12 anos quando escutei, pela primeira vez, uma garota cantando ao som de guitarras ao fundo. Lembro que estava na praia, já era de noite, e eu estava deitada ao lado da minha prima, porque dividíamos o quarto. Estávamos conversando sobre música, sobre como Britney Spears e Black Eyed Peas eram a melhor coisa do mundo (naquela época, eu estava começando a me interessar por música, então o que passava no TVZ, aquele programa do Multishow, era lei). E então, ela pegou seu mp3 prata e me disse "Gabi, escuta aqui essa banda. Conheci esses dias por causa do meu tio, e amo essas duas músicas!". Essa minha prima era um ano mais velha que eu, sempre ia lá pra casa todos os finais de semana -desde que me entendo por gente- e também sempre viajava em Janeiro com a minha família. Por isso, desde pequena, era ela quem ditava quais músicas e filmes eram legais ou não. E eu sempre ia atrás.

Mas dessa vez na praia foi a primeira vez que não gostei de alguma coisa que ela me mandou ouvir. Sei lá, a menina da música gritava muito, eu não sabia inglês direito e não entendia nada do que ela falava, porque ela cantava muito mais rápido que Britney Spears e High School Musical. Minha prima ficou o resto da viagem ouvindo aquela banda, e eu com raiva porque não tinha gostado da música.

Quando cheguei de férias, fui direto para o Emule (um programa que baixava músicas de graça, bem antigo) e fiz download de todas as músicas que tinha dessa tal banda mas, novamente, não conseguia gostar. Depois de um tempão, essa banda começou a fazer mais sucesso e, finalmente, apareceu no TVZ. Mas, mesmo assim, eu ainda não conseguia gostar desse trem porque, a esse ponto, eu já tinha virado aquela fã-reversa, sabe? Aquela pessoa que ama odiar tal coisa.

Mais tempo passou e, bem naquela época em que fui salva por Crespúsculo, qual foi minha surpresa quando tal banda estava não só participando da trilha sonora do filme, mas também seria aquela que faria o clipe "oficial" do filme. Aí não teve jeito.

Foi mais ou menos de repente o que aconteceu. Não sei se você que está lendo já sentiu isso que vou falar agora. Então, sabe quando você odeia muito um artista, cantor, o que seja mas, lá no fundo, nunca escutou direito ou nem procurou saber mais sobre ele, antes de ficar odiando e mimizando? E aí, de uma hora pra outra, essa pessoa faz alguma música ou filme tão, mas tão legal que não dá mais pra ignorar ou negar e, pam!, você se torna fã nº1?  Pois é, foi assim para mim.
Ai, não sei por quanto tempo me odiei por não ter escutado minha prima naquele Janeiro na praia. Se eu tivesse deixado o orgulho de TVZ pra lá, poderia ter curtido muito mais minha banda preferida nascer, crescer e florescer, acompanhado tudo de perto. Mas, bom, foi o que foi e não dá mais pra mudar.

Minha primeira música dessa banda foi Emergency e, hoje, está entre as favoritas. Muita evolução para quem nem queria saber da menina gritando no meio da música de rock! Já fui no show deles, já tenho todos os cds, já surtei em frente à uma loja no shopping porque o clipe deles estava passando na TV, já gritei e chorei em casa, no ônibus e em festa por causa deles. Já quis pintar meu cabelo de dez mil cores e também cheguei a sofrer, pensando que eles iam acabar. Mas nem tudo que é bom acaba e, muito obrigada banda favorita, por me ajudar com suas letras super originais e com esse som que, vamos combinar, não tem quem não saiba nem uma musiquinha sua! Afinal, god knows the world doesn't need another band.