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O que li nesse ano #4

Sim, o que li neste ANO. Porque o negócio tá feio pro meu lado, amigos - muito, mas muito feio mesmo. Há algum tempo eu não leio um livro bom mesmo (salvo 2 livrinhos dessa lista), que dê gosto de ler e que me faça surtar. Que me faça desenvolver sentimentos tensos pelos personagens, me faça viciar no livro e, em uma sentada, ler tudo. E, claro, depois reclamar comigo mesma que li muito rápido, e que agora só Deus sabe quando outro livro bom vai aparecer. Bons tempos.
Então vamos ver meu saldo de livros lido nesses 6 meses, e rezar para que essas bad vibe de livro ruim passe.


Essa foi meu primeiro livro do ano, e já chegou pegando fogo. Na continuação da saga Anômalos, encontramos uma Sybil mais corajosa, pro ativa e protetora, tudo o que nos deixou de queixo caído no final do primeiro livro. Tem uns romancinho, mas o foco mesmo é todo nesse universo opressor distópico e violento que, gente, tá muito bom viu. A Barbara acertou a mão com esse segundo livro, não deixando nada a desejar para o espetáculo que foi em A Ilha dos Dissidentes. Ah, e também com AQUELE cliffhanger no final que dá vontade de morrer de tanta curiosidade! Já to esperando muuuito pelo desfecho dessa trilogia, que vai ser lançado na Bienal do Rio nesse ano, em Setembro se não me engano (aquela Bienal que, no caso, talvez eu vá, talvez eu não vá, mais provavel que não, mas talvez sim). Ah, e tive o prazer de conhecer a Bárbara na Bienal aqui de BH no ano passado, além da Babi e Iris, e elas são umas fofas, ótimas pessoas! A Bárbara, inclusive, até me deu meu próprio poder Anômalo: agora, além de ser uma libriana indecisa e perfeccionista, também manipulo o ar! 

bjs de ar pra vcs
Nu, esse também lacrou um pouco viu. Passei metade desse livro confusa, e metade tentando adivinhar qual era o grande mistério de Seraphina, uma garota que foi encontrada entre os restos de um avião caído no meio do mar, e que também não lembrava nada de sua vida. Acho que tenho uma queda por livros que tenham a ver com perda de memória, porque sempre que vejo um novo, fico louca pra comprar e, todos que já li sobre o assunto, até agora, me trouxeram experiências bem positivas. Acho que é principalmente devido ao fato de que a gente vai descobrindo, junto com a personagem principal, o que realmente aconteceu/como era a vida dela antes/qual o grande segredo que todos parecem evitar comentar. Ah, e em Unremembered, ainda temos um sci-fi muito louco, que casou super com a história. Recomendo pra quem tá começando a ler em inglês, é uma história bem divertida! (acabei de ler aqui no Goodreads que ele tá sendo transformado em filme! Gente!!!!!)

Love, Rosie foi... Bom, foi ruim. Foi bom no comecinho, ai ficou meio lenga-lenga demais, e teve um final que não compensou. A história é basicamente sobre a troca de cartas, emails, mensagens e recados entre uma família e amigos, cheia de acontecimentos normais da vida de qualquer pessoa comum, e também um pouco de tensão sexual ali no meio - mas nada tão bom assim. Sabe quando você pensa "nossa, se eu tivesse feito isso ao invés daquilo, talvez hoje eu estaria tranquila morando numa ilha paradisíaca na Europa" ? Então, nesse livro você encontrará vários exemplos disso, várias oportunidades perdidas, coisas que só aconteceram -ou não- por falta de comunicação (o que é bem irônico, se pensarmos que a diagramação toda do livro é em formato de vários meios de comunicação, hahaha). No mais, vá ver o filme, que tem como protagonistas os lindos Sam Claflin e Lily Collins, e é bem mais humorado que o livro, tirando a trilha sonora, que amei!

Primeiro, eu achei que a autora fosse O autor, não sei porque. Depois, achei o livro uma coisa muito estranha, pensei que a protagonista tava era bem doida mesmo, e então entendi tudo, ao chegar no final. Escrito de uma maneira leve e pesada ao mesmo tempo, Mentirosos é o destaque das leituras desse ano, que despensa elogios ou explicações. Até porque, qualquer coisinha a mais falada, vira spoiler, no caso desse livro. Só vá ler logo, e dividir com a gente que já leu, seus pensamentos mais profundos sobre essa história!

Num belo dia, eu, neurótica e doida de jogar pedra, resolvi acabar logo com essa história, e gastei todo o resto do meu dinheiro comprando toda a coleção de Instrumentos Mortais. Provavelmente, foi culpa da Christine Riccio, do canal polandbananasBOOKS, porque essa menina fala TODA hora de como essa série é boa, como mudou a vida dela - depois de Twilight, é claro - e porque eu amo ela. Sério hahahaha. Ela é super alto astral e meio louca, meio gente como a gente. E foi apenas por isso, que me obriguei, então, a ler a maldita série porque né, já tava aqui em casa e eu já tinha gastado vários dinheiros nela e já tinha lido o primeiro livro por Ebook e então vamos ler. E foi chato igual eu esperava. Quero dizer, foi legal em algumas partes, mas foi bem mais do mesmo que eu lembrava do primeiro livro. Claro, o final ainda deixa a gente muito curioso, mas nada tão radical assim. Espero que os outros livros sejam bem melhores que esse segundo, porque esses dinheiros tem que valer a pena, pelo amor de Deus!

ma vai gastar tanto dinheiro assim igual eu viu
Tinha desistido dessa série de livros depois que li o Desastre Iminente que, basicamente, é crtl+c, crtl v de Belo Desastre, só mudando o ponto de vista. As mesmas coisas acontecem, e não tem nada de novo. Até que li a resenha da Joana, e resolvi dar mais uma chance pra essa autora que conheço faz um tempo e até considerava pacas, mas já tava encaminhando pra lista negra (e também porque o livro tava numa promoção louca e comprei por 14 dinheiros). Foi. A. Melhor. Coisa. Que. Eu. Fiz. Esse. Ano.
Esse é um daqueles livros que a personagem te esconde durante a história toda algum segredo e, nas últimas 2 páginas, resolve largar a bomba ali e deixar ela explodir na sua cara. Quando terminei a leitura, juro, sai gritando vários "MAS ESTAVA TUDO ALI NA MINHA FRENTE!!!" e também alguns "TODOS ESSES SINAIS E AINDA SIM NÃO CONSEGUI ADIVINHAR" e logo depois enfiei o livro na cara da minha irmã porque "VOCÊ TEM QUE LER ISSO DAQUI AGORA E DIVIDIR ESSE PAPEL DE TROUXA COMIGO". Foi um dos livros que eu gostaria de ter escrito, só para deixar todos os leitores bem intrigados mesmo. 
Recomendo se você gosta de New Adults normais, mas com reviravoltas no final!!

Ah, o que dizer desse livro? Bom, não foi uma surpresa pra mim, porque já tinha lido o spoiler master do final dele mas, mesmo assim, me fez chorar. É uma história bem verdadeira, com personagens reais (no sentido da integridade deles), sobre como o amor aparece em suas mais variadas formas, e sobre como, as vezes, tudo o que precisamos é de um acontecimento tenso em nossas vidas, para nos fazer dar mais passos pra frente do que pra trás. Ah, e vai virar filme também, com o - novamente- lindo do Sam Claflin e a nossa rainha dos dragões preferida, a Emilia Clarke. É triste no final, mas é até meio felizinho.

Se eu pudesse fazer um gráfico de expectativas para esse livro seria tipo assim: altas - médias - baixíssimas - médias - ok. Sempre tinha ouvido falar bem de Perdida, até que uma amiga minha que lê muuuitos livros brasileiros me disse que tava morrendo de preguiça de continuar a leitura (foi a Júlia hahaha). Mas aí ganhei de aniversário ano passado e, numa procura falha de um novo super livro, resolvi ler logo esse. Foi bom, e foi ruim, e então foi bem cansativo, e então foi clichê. Assim, os personagens em si eram bem bobinhos, bem YA Brasileiro bobinho. Acho que se a autora tivesse feito dessa história um NA, com todos os problemas levados à sério mesmo, e um pouco menos de ingenuidade por parte dos personagens, ia ser uma história muito mais legal de se ler! Mas foi bem engraçado em algumas cenas hahaha!

P.S.: Especialmente hoje, o post só teve livros físicos por motivos de: meu computador está igual eu dentro de um carro na auto escola, morrendo de 5 em 5 minutos. E também por que era muuuito Ebook para resenhar, então, vou transformar em um post único depois, se alguém quiser.
P.S.2.: 4º Post de BEDA e já to querendo morrer porque deixei de postar alguns dias, como que faz migas???? MÃS estamos bem por enquanto. Por enquanto.
sos ajuda luciano

O que li no mês de Julho+Agosto #3

Oi gente, e aí? Esse é o terceiro "O que li no mês", para ver os anteriores, clique aqui. Não sei vocês mas, quando tenho muito tempo livre e muita coisa legal pra fazer, acabo não fazendo absolutamente n-a-d-a, como eu disse no último post dessa TAG. Fico parada em frente o computador e a televisão atualizando Facebook e Twitter de 5 em 5 minutos, mesmo aparecendo sempre as mesmas postagens. Aí, quando não tenho tempo para hobbies e fazer as coisas que eu gosto (porque: faculdade), de repente, dá tempo de ler todos os livros, ver todas as séries e ir a todos os lugares. Tudo ao contrário.
Tô falando isso porque, nesses dois últimos meses, consegui a incrível façanha de ler apenas 3 livros - fisicos. O que, querendo ou não, é muito menos do que eu leria em um mês. É tipo 1 livro em meio por mês. E nem o fato de dois deles serem em inglês ameniza a situação, porque pra mim é tudo a mesma coisa, inglês ou português. Li 4 séries de NA em Inglês e em Ebook, mas também não conta porque eram tão curtinhas, que li cada livro em uma "abrida" de Adobe Reader no Iphone.
Vamos ver o estrago desses dois meses.

Um livro para se ler em época de natal, resumindo. Nessa história co-escrita pelo lindo do David Levithan (amo), os capítulos são alternados entre o Dash, com quem me identifiquei muito, e a Lily, com quem também me identifiquei muito. Ambos são personagens muito... Digamos, diretos. É tipo assim: Dash encontra uma lista misteriosa dentro de um livro que está doido pra ler, e acontece que essa lista de desafios foi feita - mais ou menos - por Lily, a fim de arrumar um amiguinho. Gostei, sim, mas não tanto quanto eu achava que iria. Ganhou 3 estrelinhas no goodreads pelo desaforo do Dash e pelas cenas em que a Lily don't give a shit e sai pelas ruas de NY vestida do jeito que quiser. Mas, literalmente, leia esse livro no Natal. Tenho certeza que a experiência vai ser mil vezes mais legal.

Já tinha lido e amado aquele outro livro com nome gigante, dessa mesma autora, o "A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista", mas em português. E achei esse mais do mesmo. Assim, por ser um YA, não tem como fugir muito do normal, mas as lições, perdas e aprendizados continuam ali. O casal meio chatinho foi uma novidade, por que em A Probabilidade, simplesmente amei os protagonistas. Nesse, achei uma coisa meio forçada, e que tinha tudo para dar certíssimo. Começa com um email enviado para o endereço errado, e acaba num romance bem agua com açúcar (3/4 de agua e 1 de açúcar). Esperava MUITO mais de você, Jennifer. Pelo menos alguma coisa mais inovadora, sei lá.  Não é que não gostei do livro, porque faltou um sopro para dar 5 estrelas. Só não deu ainda. 4 sofridas estrelas no goodreads.

Graças a todos os deuses gregos, egípcios e quaisquer outros que você possa imaginar, essa leitura salvou a onda de livros chatos. Nesse NA, pela primeira vez (pra mim), o livro inteiro é lido pelo ponto de vista de Drew Evans, um homem arrogante, maravilhoso e que sempre consegue o que quer. Ok, até aí nada de diferente. O negócio começa a ficar bom quando você lê o primeiro capítulo, em que Drew está trancado em casa a mais de 1 semana, numa gripe marombada de depressão e auto-compaixão, sem vontade de viver. O famoso estado pós pé na bunda. Então você quer saber como o pegador da cidade, rico e bonito acabou daquele jeito, e lê o resto do livro em 2 horas. Me apaixonei pelos personagens, principalmente por Drew, por ele saber reconhecer quando está certo, errado ou, pior ainda, apaixonado. Foi uma leitura super leve que me fez dar aquela respirada de satisfação no final. Ainda faz-se New Adults bons, sem mais do mesmo. 4,5 estrelas de amor.

Em Ebook
Quando leio no celular, não tenho muita paciência quando são livros gigantérrimos ou com muitos momentos de surto, porque muitas vezes leio no meio da aula (shame on me), dentro do ônibus, enquanto me excluo em alguma festa de família, etc... E de esquisito já bastam minhas roupas e meu cabelo. Então, deixo pra ler esses romances de banca americanos, estilo os da Christina Lauren. E nesses dois meses fiz a festa. Li "Reasonable Doubt", da

Beijos da JLaw pra trazer sorte nesse mês ;)

O que li no mês de Junho #2

Oi gente, tudo bem com vocês? Esse é o segundo "O que li no mês", para ver o primeiro (o de Maio) clique aqui. Confesso que minhas expectativas de leitura estavam por volta de 5 livros nesse mês de Junho mas, graças à uma ressaca literária fortíssima, só li dois. Fuéin.
Vamos ver?
Quando leio qualquer livro dessa mulher dá vontade de morder, de tanta fofura! Confesso que esperava um livro com personagens mais trabalhados e mais história mas, por ser bem fininho, ter letras grandes e ilustrações (aqueles balõezinhos tipo de conversa do Whatsapp), foi bom. Não foi um Fazendo Meu Filme da vida, nem teve toda aquela emoção, porque a história estava bem previsível. Mas valeu a pena toda a originalidade dos nomes e como a Paula conseguiu trazer a história de Bela Adormecida para os tempos atuais. Gostei muito que a "Cinder" apareceu ali no meio do livro, e já to querendo um volume dois dessa coleção das princesas. Tomara que tenha mais livros fofinhos desse tipo! Li em uma deitada na cama, e dei 4 estrelinhas no Goodreads (só porque achei a principal bem construída, no pouco tempo que temos de livro).

Estava tudo bem no reino encantado da Bela Adormecida, quando levei um tapa na cara ao começar A Escolha. Sou apaixonada pelos outros dois livros da série e, mesmo achando que a America, a personagem principal, seja incapaz de fazer QUALQUER TIPO de escolha, esse foi um bom livro. Sério, a menina enrola tanto, mas tanto, que se tivesse resolvido toda a história no primeiro livro, nem precisava dos outros dois. Mas tudo bem, ninguém vai ligar para isso porque Maxon, o príncipe fofo, confuso (mas é claro, imagina um menino de 18 anos que nunca viu mulher direito e, do nada, tem 20 meninas lindas andando pela sua casa????), carinhoso, irônico e eu já disse que ele é fofo? Então. Maxon conseguiu um lugar de vez no meu coração e, pasmem, Aspen também. Assim, achei super errado a cena final, [spoiler] America entrar em seu próprio casamento de braços dados com o Aspen, e Maxon achando aquilo tudo normal. Abre esses zói Maxon, e deixa bem aberto ein! [/spoiler]. Esse foi um livro avassalador porque parece que Kiera deixou todas as cenas de drama, romance e matança pro último livro e, quando essas cenas chegam, são todas ao mesmo tempo. Ela mata sim alguns personagens que eu não queria, mas nada tão exagerado nível Cassandra Clare (isso porque até hoje só li o primeiro da série Os Instrumentos Mortais).
Não foi uma leitura merecedora de 5 estrelas, porque America é a personagem mais indecisa de todas, e eu sei que estou sendo hipócrita, já que também tenho esse defeito mas, com essa menina, é demais. E também não foi meu livro favorito da série. Mas me deixou com uma ressaca literária pesadíssima.

Essas foram minhas leituras do mês de Junho e, sinceramente, espero que em Julho eu leia o triplo. Percebi uma coisa muito estranha em mim: quando tenho todo o tempo livre do mundo, eu não consigo ficar parada e ler mas, quando tenho dez milhões de coisas para fazer e estudar, eu leio mais livros. Such a weirdo.
Enfim, quero saber o que vocês leram nesse último mês! Me fala aí nos comentários!!
Beijos ;)
Beijos desse lindo pra vocês

O que li no mês de Maio #1

Oi gente, tudo bem? Sempre leio mais livros do que resenho, por pura falta de interesse no livro ou, totalmente o oposto: são tantas, tantas, tantas emoções numa história só que, se fosse escrever uma resenha sobre ele, nunca conseguiria que ela fosse curta e objetiva (e muito menos legal e excitante). Iria ficar uma coisa tão grande que ninguém teria vontade de ler porque, basicamente, seria eu falando bem e mal e bem e mal ao mesmo tempo, batendo na mesma tecla e, concluindo, não ficaria um post legal.
Então, como uma forma de mostrar tudo que li no mês de forma rápida, sucinta e mantendo meu humor indefinido para com os livros, resolvi começar essa seção nova de posts! Todo fim de mês, farei uma postagem sobre o que li, com um comentário rapidinho do que achei e pronto! Só para não perder o gostinho de dividir a leitura com a blogosfera viciada em livros!
Vamos lá?

Muito bom! Achei a história do livro original (bom, pelo menos nunca tinha lido nada parecido), as personagens me convenceram bem MAS senti que a autora forçou um pouco a barra nas cenas mais "quentes". Precisava de tanto?? Podia ter desenvolvido muito mais a história em si, ao invés de botar o casal pra malhar de três em três páginas! Na verdade, essas cenas de sexo nem foram tão tão "tcham!" como os livros eróticos de hoje em dia estão saindo, só pinto e perseguida, pra lá e pra cá. As de "A Proposta" foram até aceitáveis. Tirando as gírias que, na tradução, ficaram bem da roça, bem estranho, achei a escrita bem legal. Dei 3 estrelinhas pra ele no Goodreads.

Bem bléh. Nada me prendeu nesse livro. Personagens bem chatinhos. O único interesse amoroso da principal que me deu uma curiosidade, a autora simplesmente não deu atenção à ele. Deixou o coitado de lado. Ao invés de pegar a história distópica genial que Ally Condie tinha, focou no romance e tirou toda a aventura do livro. E, pelo que já vi em outras resenhas, não melhora muito no segundo livro (que, na verdade, já até comecei a ler, mas desisti depois de duas semanas sem sair do lugar). A parte legal da poesia poderia ter durado só como plano de fundo, acho que ia ficar muito mais interessante!  2 estrelas no Goodreads.

Todo Dia - David Levithan
5 estrelas!!!! Fav-list !!!!! Por esse me apaixonei perdidamente, e queria ter mais páginas para ler. David Levithan soube montar uma história com romance, ação e o suspense no começo de cada capítulo, perfeitamente. Leria mais coisas dele (menos Will e Will, porque não é não!) com certeza. Fiz resenha pra esse aqui no blog, e vai entrar na lista dos favoritos do ano!

Esse livro foi o caso que expliquei no começo do post: tão, mas tão, mas tão feelings que simplesmente não dá pra explicar. No começo, quando lançaram aqui no Brasil, reclamei muito da tradução do título e, durante a leitura, interferiu um pouco na compreensão, mas nada que o inglês básico não ajude (só traduzir na cabeça mesmo). Amei tudo. Amei as personagens, os nomes das personagens, como a história se desenvolveu, as subjetividades nas palavras de cada capítulo e ainda mais o final. Ah, o final. Não foi aquela coisa mirabolante - o que era de se esperar, até porque tem o Losing Hope, a continuação-, e muito menos aquela coisa sem pé nem cabeça, tudo inacabado. Foi o fim não perfeito, real e verdadeiro, para um livro genial. Se você curte livros YA dramáticos e com um romance muito fofo, recomendo muito esse livro!! 5 estrelas no Goodreads e, também, estará na lista dos melhores de 2014!

**(estrelinha shame on me)**
Li também, em Maio, o Sweet Filthy Boy, da Christina Lauren (que na verdade são duas pessoas, a Christina e a Lauren, rs). Esse é o novo livro de uma série nova delas, depois do sucesso da Beautiful Bastard, que também já li todos. São livros MUITO engraçados, pelo menos pra mim. E, ao mesmo tempo, tem aquele atual romance "hot", só que com o diferencial de ser bom. Porque vamos combinar, escrever sobre pessoas no rala-e-rola é fácil mas, sair uma coisa boa, é bem difícil. Então, livro novo dessas duas, é claro que eu já sai surtando. Grande fã que sou, baixei e li em um dia (porque eles são bem curtinhos mesmo). Mas shame on me, porque baixar livros ilegalmente deveria ser uma coisa super proibida aqui no Brasil também, assim como é nos EUA! Simplesmente porque a pessoa muitas vezes (no meu caso) não comprará o livro físico depois (só se for MUITO bom mesmo, no meu caso também hihi). Então é shame on you, Gabriella!!
Mas juro, juradinho, que foi só porque a ansiedade por esse livro era tanta que não aguentei! E acabou sendo um 4 estrelas, ou seja, bom estilo os outros da Beautiful Bastard, mas não tão bom quanto o Beautiful Player, meu preferido! Valeu só pela personagem principal feminina, com quem me identifiquei em muitas partes!!

E esse foi o Wrap Up de Maio, como os gringos gostam de falar nos canais literários dos EUA! Espero que tenham gostado! Quero saber quais livros vocês leram esse mês, conta aí nos comentários!!


Resenha: "Todo Dia", de David Levithan

Então, eu li esse livro. Esse livro lindo, maravilhoso e poético. Esse livro que faz você perceber a importância de ver as pessoas não só por aquilo que eles escolhem te mostrar. Esse livro totalmente imprevisível que você ri, chora e filosofa junto com as personagens. Esse livro que te ensina a aceitar melhor o mundo em que vive e as pessoas ao seu redor.

Todo Dia
Autor:
David Levithan
Editora: Galera Record
Sinopse oficial: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Você consegue imaginar como seria sua vida se, desde seu nascimento, não passasse mais de um dia no mesmo corpo? Ou melhor, se você não tivesse um corpo só para você, e ficasse pulando de vida em vida a cada dia que passasse? Eu não consigo e, David Levithan, você está de parabéns por conseguir.
A história nos apresenta à A, uma "alminha" que já desistiu há muito tempo de tentar encontrar respostas para sua situação. Ele/ela evita se conectar muito com o corpo em que se hospeda cada dia, preferindo acessar suas memórias e passar o dia fazendo o que seria normal para o dono. Ir para a escola, conversar com os amigos, voltar para casa e dormir. Todo dia, a mesma coisa. Até que acorda no corpo de Justin e então toda sua concepção de vida muda.
Justin tem uma namorada, a Rhiannon (Rihanna, é você??) que, de princípio, parece ser uma adolescente normal. Mas A consegue ver muito mais dentro dela do que a própria e, depois de uma tarde juntos, fazendo coisas que Justin nunca faria com sua namorada, o/a protagonista se apaixona por Rhiannon. E, rompendo todas suas regras internas sobre não se envolver com a vida de seus receptáculos (fiquei lembrando das primeiras temporadas de Supernatural, foi só eu? haha!), A não consegue tirar Rhiannon da cabeça e todo dia acorda esperando estar o mais perto possível dela. Ele/ela não consegue se esquecer da sensação de estar perto da menina e de já conhecê-la tão bem, mesmo que tenham se encontrado por apenas algumas horas. 
"Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande? De repente, percebo porque as pessoas acreditam em déjà vu, por que acreditam em vidas passadas; porque não há meio de fazer com que os anos que passei na Terra sejam capazes de resumir o que estou sentindo. O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si – tudo isso se reorganizando para que essa interseção precisa e incomum possa acontecer. Em seu coração, em seus ossos, por mais bobo que você saiba que é, você sente que tudo levou a isso, que todas as flechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás, e agora você acaba de perceber que chegou ao local onde sempre deveria ter estado"
 E o que mais me comove nessa história toda é como A tenta explicar para Rhiannon, em meio aos seus encontros ao longo dos dias, como ele sempre será apenas ele, mesmo estando um dia gordo, um dia magro, um dia mulher, um dia homem... Isso me fez pensar sobre vários assuntos e, o principal deles, como as vezes devemos parar e realmente olhar para as pessoas que estão ao nosso redor. Ninguém é realmente tudo aquilo ou só aquilo que está ali na sua frente, todo mundo tem segredos tão profundos que nem eles mesmos conseguem imaginar. Um dia, A era uma menina suicída, sem esperanças nenhuma e que só queria um pouco de atenção das pessoas do seu dia dia. No outro, A era um garoto que recentemente se admitiu homossexual, disse que amava o melhor amigo e, por 10 anos, 10 meses, 10 dias, 10 minutos, 10 segundos, se sentiu no ápice da vida. 
Com tantas histórias diferentes e com tanta bagagem emocional, era de se esperar um livro cheio de filosofias e ensinamentos mas, pasmem, David Levithan consegue deixar tudo claro e fácil para os leitores. As lições de vida estão presentes ao longo da história, ao mesmo tempo em que ouvimos A divagar sobre seus desejos e sentimentos, de uma maneira não chata, at all.
Não sei se vou conseguir passar tudo que esse livro pode te ensinar por essa resenha, até porque é um YA e, nos dias de hoje, não é qualquer livro que desperte o interesse e a curiosidade de todo mundo mas, por favor. Se você estiver querendo uma leitura única, comovente até a alma e super honesta, pegue Todo Dia para ler (até porque ele está super barato no Submarino!). Não é um livro com um romance destruidor, e muito menos vai te dar aquela sensação boa de quando se lê uma aventura mas, se você conseguir entrar de cabeça na história, vai ter uma experiência life-changing.
Bom, pelo menos eu tive.
David Lavithan escreve livros sobre relacionamentos gays, e isso não poderia ser mais genial. Num mundo literário de YA's em que sempre vemos a mesma protagonista cheia de problemas e o mesmo garoto perfeito, que amamos amar, uma história em que o protagonista não é nem homem nem mulher, e vive relacionamentos homossexuais, é só fantástico para a criatividade das pessoas. Ainda mais nessa parte da história real que estamos vivendo, em que vemos debates calorosos (e muitas vezes super preconceituosos) serem feitos por causa de um beijo gay na novela ou então manifestações violentas contra esse tipo de "ato". 
"É uma coisa terrível ser traído pelo próprio corpo. E é solitário, porque você sente que não pode falar sobre isso. Sente que é algo entre você e o corpo. Sente que é uma batalha que você nunca vai vencer...e, ainda assim, luta dia após dia, e isso te desgasta. Mesmo que tente ignorar, a energia que isso consome vai acabar com você. "
 Na minha opinião, o autor tem a barrinha de coragem no verde, igual acontece no The Sims sabe? É preciso mais que amar as pessoas como se não houvesse amanhã. É preciso mais que olhar um casal gay se beijando na rua e virar a cara porque aquilo é "errado" mas, se você dizer o contrário, será tachado de "revolucionário". Gente, não é revolucionário gostar de uma pessoa do mesmo sexo e, mais do que isso, deveria ser uma coisa até normal demais. Você não precisa desviar o rosto, mas também não precisa aceitar. O que você precisa é entender que existem pessoas participantes de uma mesmo sociedade que você, e essas pessoas vão ser diferentes .

Oh no you don't say it!
 E, antes que esse post fique chato e moralista - e antes que vocês conservadores me julguem e me xinguem de todos os nomes-, só quero deixar bem claro que essa foi a minha melhor leitura do ano até agora. Vi muitas pessoas que não gostaram do final do livro, acharam que o autor jogou tudo ali pro fim e por ai ficou, como se quisesse acabar o livro rápido. Mas como sou do contra (as vezes só), eu amei o final. Foi um tipo de encerramento que, realmente, não resolve todos os problemas que acontecem na história mas, de um modo reticente, ele deixa no ar para que você cria o final perfeito em sua cabeça. Funcionou totalmente para mim.
Dê uma chance à Todo Dia e, por algumas horas, dê uma chance às pessoas ao seu redor.

bisous da Gaga pra vcs ;*

Resenha: "Estilhaça-me", de Tahereh Mafi

Oláaaaaa nação. Hoje venho com a resenha de um livro que, para falar o mínimo, me deixou sem ar. Li em menos de 3 dias e já estou me matando para comprar a continuação. Espero que vocês leiam e, se já leu, me fala nos comentários o que achou!

Estilhaça-me 
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Sinopse oficial:
Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

BOM, o que falar dessa série que mal conheço mas já amo? Tenho que admitir: demorei um tempão pra pegar Estilhaça-me e ler de verdade, puro preconceito por essa capa, porque vamos combinar né? Que raios de capa é essa? Sempre via a versão americana nos blogs gringos e, né, bem melhor. Sim, muitas vezes eu escolho o livro pela aparência. Sei lá, acho que uma das principais coisas que fazem o livro ser atraente é a capa e, muito antes da sinopse ou os comentários de outros autores na própria capa, é a primeira coisa que nos convence (normalmente) a comprar um livro. E não consigo descrever o tanto que me arrependi por ter ficado nesse preconceito bobo.

Imagine que você, uma adolescente, em seus 17 anos de vida, nunca tenha tocado alguém. Não porque você não queira, mas pelo fato de que sempre que encostam em sua pele, algo muito ruim acontece ao outro, como se estivessem quebrando-se despedaçando-se estilhaçando-se. Toda a escola, a cidade e até mesmo seus pais tem medo de você, e te excluem como se estivesse com uma doença altamente contagiosa. Até que um dia, decidem te prender em uma cela do governo, por 264 dias. Sem ninguém por perto, sem ver a luz do dia por muito tempo sozinha sozinha sozinha. Essa é Juliette, nossa protagonista com super poderes, que sempre achou o mesmo que todos dessa sua "habilidade": uma doença.
Com um começo meio caótico, Estilhaça-me é especialmente poético, muitas vezes apresentando a falta de pontuação, palavras repetidas repetidas repetidas e riscadas, como se Juliette se arrependesse do que sentiu ou pensou e decidiu estilhaçar suas palavras (opa, trocadilho infâme). Mas, de maneira inteligente, essa diferença na escrita meio que ajuda na aproximação dos sentimentos de Juliette com o leitor. Como se ela estivesse falando diretamente com quem está lendo.
"Não consigo me lembrar do calor de qualquer tipo de abraço. Meus braços doem em virtude do inescapável gelo do isolamento. "
 A protagonista é, muitas vezes, confusa, teimosa e bagunçada, mas dá pra entendê-la. Poxa, a menina fica quase um ano trancafiada, com o mínimo de comida por dia e ainda querem que ela saia de lá bonita e poderosa? Ah, é, ela sai da cela um tempo depois. De repente, o hospício em que ela está trancafiada, decide colocar outro prisioneiro em sua cela, e então conhecemos o Adam. Note que eu escrevi O Adam, e não apenas seu nome. Isso porque ele não está ali por coincidência, e nada acontece por coincidência nesse livro, o que vai te surpreender positivamente a cada capítulo. Adam é estranhamente familiar para Juliette e, se vocês ainda não entenderam o recado, eu destaco: ALERTA SHIP.
Estilhaça-me é um livro distópico, ou seja, traz como um dos principais assuntos uma sociedade futura que poderia muito bem ser o futuro da nossa sociedade (entendeu? hahaha!). Os pássaros não voam mais, os animais não são mais livres e as estações existem apenas nas lembranças. As pessoas abdicaram de seus direitos e vidas para o Restabelecimento que, em primeira ordem, seria um tipo de "governo" que ajudaria à tudo e à todos, restabelecendo (trocadilho infame número 2) a ordem natural do mundo antes de toda a poluição dominar o planeta Terra. Mas, claro, não foi exatamente isso que aconteceu. O tal governo se mostra uma ditadura desenfreada, e as sociedades sofrem com a desigualdade. E é aqui que eu cito o personagem que mais me prendeu nesse livro: alerta bad-boy WARNER alerta bad-boy. Note que escrevi em caps lock, sublinhado e itálico o que o torna super-master importante!!! 

Warner é quem controla uma das áreas que foram dividas entre comandantes (??), e é filho de um importante líder desse novo mundo futuro. Spoiler ou não, ele "salva" Juliette de seu exílio e a leva para sua "casa" (aí que ela sai da cela,hihi), com propósitos que vão além da atração física da menina (que, omg, não se olha no espelho faz 3 anos!!! what, alguém me explica isso??). 

E te dou um top 5 de porquê Warner me atraiu tanto:
  1. Jovem adulto renegado pelos pais quando mais novo;
  2. Gato maravilhoso sarcástico e irônico;
  3. Dá cama, comida e roupa lavada;
  4. Ama sem pedir nada em troca;
  5. É psicótico no nível certo para se apaixonar e querer saber mais sobre esse cara.
Não pense em Warner como o mocinho da história, não ainda. Até porque Adam está ai para isso: satisfazer as necessidades românticas de leitoras avidas por quotes fofinhos e colocadas de cabelo atrás da orelha. Ele e seus olhos azuis vão te conquistar em sua primeira fala.
Mas não Warner. Ele é maluco, psicótico, atraente e louco por controle, e você não vai gostar dele de início. Talvez nunca goste desse cara mas, como Juliette, vai sentir aquela curiosidade do inferno. Warner é aquele bad-boy que toda leitora de YA e NA simplesmente ****AMA*** . 

"Seu sorriso está atado com diamante.
-Vá dormir.

-Vá pro inferno.
Ele movimenta a mandíbula. Caminha até a porta.
-Estou trabalhando nisso. "
No momento: caída no chão.


Estilhaça-me foi uma reviravolta no meu mundo bem paradinho de distopias+romance, e não me arrependo nem um segundo de o ter lido tão rápido. Se você estiver procurando por ação, beijos debaixo do chuveiro, uma menina que mata as pessoas pelo toque (x-men feelings) e um triângulo amoroso muito bom, esse é o livro para você.
"Há segredos por todos os lugares. Não há respostas em lugar nenhum."

P.S: até o fim desse post, Gabriella Carvalho segue sem saber a pronúncia ou a grafia correta do nome da autora, mas possui muito respeito pela mesma.

Alguns motivos para ler A Culpa é das Estrelas

Dois meses depois do último post, aqui estou. Sei muito bem que abandonar uma coisa tão importante para mim não é bom, então não é isso que estava fazendo. Caros amigos, enquanto vocês viviam suas vidas que, tenho certeza, são bem mais emocionantes que a minha, eu estava tendo doze horas de estudo por dia, para passar na droga do ENEM . E o que vai acabar acontecendo: ninguém vai entrar em faculdade nenhuma, porque o diabo foi mais difícil do que todos esperavam mas, praticamente, a nota de corte vai abaixar.
Para quem também achava que seria impossível, cá estou com o layout mudado!! Essa minha mania já ta virando TOC, então vamos ver se eu consigo acostumar com esse, né? haha
PORÉM, aqui estou, renascida das cinzas tipo fênix, trazendo um post novinho em folha para quem ainda lê essa coisa que eu chamo de blog pessoal! E, para voltar com emoção, desespero e polêmica, humildemente apresentar-lhes-vim a minha experiência com esse livro tão arruinador de vidas. Creio que já devem saber do que estou falando - afinal, é o título do post, duh.
Resumindo, só pra quem ainda tá no século passado e não tem nem ideia do que eu tô falando, em A Culpa é das Estrelas, John Green nos apresenta à Hazel Grace e Augustus Waters, dois jovens portadores de câncer que encontram em suas semelhanças e diferenças o conforto da paixão adolescente. Após capítulos e mais capítulos de fofurice em excesso, acontece a coisa mais decepcionante que poderia acontecer para arruinar a vida dos dois, tirando o advento do câncer, é claro. Mas, pra quem já leu, ou para aqueles que amam saber o fim da história,SPOILER ALERT é isso mesmo que acontece, o câncer de Augustus se desenvolve depois de um ano sem aparecer, e ele acaba morrendo. snif.
Eu estava com um pé bem lá atrás pra ler esse livro, porque:
1.Todo mundo que eu conheço estava lendo ou já tinha lido;
2.Essas mesmas pessoas, todas, choraram em alguma parte da leitura;
3.Tinha medo de ser um daqueles livros decepcionantes;
4.Vocês não fazem ideia de quão descontrolada minha válvula do choro é ( falo dela em outro post, haha ).
E aí, a vida aconteceu, e me peguei acordando um dia com vontade de ler o tal livro sugador de esperanças. Corri para a estante da minha irmã, peguei o dela emprestado (eu não compraria um livro com tanto poder emocional assim, faz mal) e li tudo em quatro sofridas,divertidas e mais sofridas horas. Admito que o livro é SIM genial, promete risadas, promete chorôrô e cumpre. E, talvez, tenho que falar, esse foi o livro em que mais percebi as indiretas quase saindo da página e me dando um tapa na cara, além de todo o aprendizado que, qualquer um que resolver se aventurar a ler, tira da história.
No começo, você se apaixona facilmente pelas personagens e, mais ainda, pelo casal fofurice top 20 ganhador do troféu master da paixonite crônica, Hazel e Augustus. Ele é só o menino mais atencioso, bonito e carinhoso com quem Hazel e qualquer garota em sua adolescência poderia sonhar. Pra resumir todos esses coraçõezinhos saindo do meu dedo agora: no começo até o meio você se apaixona pela história inteira.
E aí vem uma tsunami de quarenta mil metros num certo capítulo 21 , você lembra de todas as indicações que te fizeram antes de ler essa coisa que chamam de livro, e chora. E chora mais. E mancha seu livro - ou o da sua irmã,ops hihi - com lágrimas. E pensa "porque mesmo que essa abominação é um best-seller?"


Nãaaaoo!!
Mas calma!! Não precisa levantar seu bumbum da cadeira e ir queimar sua cópia que acabou de chegar do correio!! A Culpa é das Estrelas, na verdade, me marcou positivamente. E você deve estar pensando " mas como assim, você destruiu o livro de todos os modos verbalmente possíveis!?". Mas aconteceu mesmo.
Tenho um moleskine que ganhei de uma amiga e, nele, tento ser o mais criativa possível, para que daqui ha uns 20 anos, eu abra o caderninho e veja como era a Gabi adolescente. Então, anoto várias frases, citações, desenhos etc... E esse tal livro destruidor de almas não ficou de fora.
Apesar de ser uma história com um final triste, é também uma história de superação pessoal. Se você for ler com atenção, em várias passagens John Green deixa claro uma coisa em que acredito muito: destino ( o que me lembrou de uma palavra muito lindinha em inglês,serendipity). E foi anotando minhas partes preferidas que compreendi isso, e percebi que concordo totalmente com o autor.

"Como leitor, não sinto que uma história tenha a obrigação de me fazer feliz.
Eu quero histórias que me mostrem um mundo maior do que aquele que conheço."
Eu deveria ter percebido isso antes mas, eu e minha fixação por young/new adults com finais felizes e alegres, me cegaram nesse dia em que li ACEDE (abreviação fofinha,não é?). Quando me perguntam porque eu gosto tanto de romance e amorzinho, sempre tenho o discurso de "querer viver algo que nunca aconteceria comigo,viajar da minha vida e nunca voltar". Mas, pobre, desapercebida,eu. Isso foi exatamente o que John Green prometeu com a proposta do livro, e cumpriu generosamente. A história de Gus e Hazel realmente estava fora da minha bolha de alegria, e me fez ter sentimentos bons a respeito disso, já que nem tudo são flores nessa nossa vida de ser humano. Ás vezes, temos mesmo que parar um pouco no conto de fadas cosmopolita e prestar atenção no mundo ao redor, aquele que você ainda não conhece. É ali que suas respostas estarão. 

Adaptação para o cinema

SIM, meus caros amigos, ACEDE está sendo adaptado para as telonas! E como se não pudesse melhorar, o elenco tá só MUITO bem escolhido. Teremos Shailene Woodley como Hazel Grace, o lindo Ansel Elgort como Ausgutus Waters e Nat Wolff como Isaac (o amigo deles) , e eu não poderia estar mais ansiosa!!!!11!! Apesar de ambos Shailene e Ansel serem colegas de elenco (e irmão na ficção) na também adaptação literária Divergente, ver os dois interpretando o casal adolescente mais fofo que já li vai ser legen-dary (deixa o Barney e HIMYM para outro post,haha).

Da esquerda para a direita: o escritor-ceifador John Green, Ansel, Nat e Shailene

Ainda estão filmando tudo lá na terra do tio Sam mas, assim que sair o trailer, divulgo no meu twitter. E será impossível não ver quando isso acontecer, uma vez que faço escândalo para praticamente tudo nesse meu universo de fã louca.
O filme tem data de estréia pro dia 6 de Junho de 2014, e já tô querendo comprar ingresso para sessão antecipada de meia noite.
Fazendo uma super intertextualidade, só pra terminar o post bonitinho e sem preconceitos contra essa autor fofo, porém sugador de vidas: 

Resenha : "As Vantagens de Ser Invisível",de Stephen Chbosky

As Vantagens de Ser Invisível
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Sinopse:
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.


Sabe quando você se apaixona pelas personagens do livro ,chora,ri,briga e fica confuso junto delas?Então,foi assim que me senti ao ler "As Vantagens de Ser Invisível" . Como se a cada carta que Charlie escrevia para um amigo - que não nos é revelado - eu aprendesse alguma coisa sobre a vida.
Como aproveitar o agora e esquecer de quem te faz mal.Se sentir infinito nos momentos bons da sua vivência,e aprender à passar pelos ruins.Sempre lembrar das pessoas que você ama e defendê-las,mas só até um certo ponto.Não é bom sempre pensar nos outros e ,ás vezes ,por mais altruístas que sejamos,devemos nos lembrar do amor-próprio.Afinal,cada um aceita o amor que acha que merece.

O livro é composto por cartas escritas por Charlie à alguém que não é revelado,como já dito.Nessas cartas,vemos como a vida solitária e simples do menino se enche de alegria,amigos,novas experiências e amor,sempre escritas de maneira simples.Talvez seja por isso mesmo,pela forma tão inocente de Charlie falar,que as mensagens passadas são tão presentes.É tudo muito singelo e compreensível,num nível em que ao andar da história,nos é revelado que Charlie não é apenas um adolescente normal.Ele é especial.

" - Você vê coisas.Você guarda silêncio sobre elas.E você compreende." - Patrick

Foi uma leitura não-tão-leve,porém muito divertida e emocionante (sim,eu chorei) ,e indico para todo mundo que gosta de complicações adolescentes,high school americano,problemas familiares,romancinho e comédia bem leve.Recomendo para todos.

Adaptação para o cinema
Acho que já não existe um ser humano antenado que nem sequer ouviu falar do filme.Sendo ambos escritor e diretor de "As Vantagens de Ser invisível",Stephen Chbosky fez um MARAVILHOSO trabalho.Terminei de ler e já fui ver o filme e ,com lágrimas nos olhos, favoritei ele no filmow.
O roteiro é fiel ao livro e ,mesmo que não haja o aprofundamento na história da família de Charlie,como tem no original,achei que as cenas foram bem divididas e encenadas.Sim,ENCENADAS PERFEITAMENTE.Logan Lerman,nosso Percy Jackson lindinho,está no papel do protagonista,e parece que ele nasceu para interpretá-lo.Emma Watson e Ezra Miller são os irmãos , os melhores amigos de Charlie.Nem preciso falar da fofura da Emma e do Ezra sendo um p* de um ator (desculpa o palavrão ,mesmo que oculto,mas não tinha como descrever a atuação dele ) .
Olha aí o trailer,se você ainda não viu:


 
"Eu me sinto infinito" - Charlie
OBS:  Entrei para um novo desafio literário ,ebaaa!! Ele é está explicadinho no grupo do facebook"Clube da Leitura".Consiste em cumprir uma lista -bem grandinha ein haha - de características que o livro deve ter,resenhar e enviar para os organizadores.No fim do ano,quem tiver mais pontos,ou seja,quem cumprir mais itens,vai ter mais cupons para um sorteio no final do ano!How cool is that?
Enfim,com essa resenha,já estou cumprindo os seguintes itens:

2.Leia um livro com um verbo no título  não foi aceito,era REALMENTE um verbo só,como "Amanhecer",da titia Steph :)
11.Leia um drama adolescente
13.Leia um livro de um filme que você nunca assistiu (não tinha assistido quando estava lendo,rs)
25.Leia um livro com uma pessoa na capa

São 35 itens até agora,e ainda tenho esperanças de algum dia chegar lá.

Resenha : "Resposta Certa" , de David Nicholls

Resposta Certa
Autor:
David Nicholls
Editora: Intrínseca
Sinopse:
O ano é 1985. Brian Jackson, com uma bolsa de estudos e ótimas notas, acaba de entrar para a universidade. E parece que finalmente conseguirá realizar um antigo sonho: aparecer em um popular programa de perguntas e respostas na televisão, onde poderá demonstrar todo o seu repertório de cultura geral. Após entrar para a equipe da faculdade e passar pela fase classificatória, Brian se prepara para seu primeiro embate televisivo, ao mesmo tempo em que se vê apaixonado por uma de suas colegas de time: a linda, inteligente e assustadoramente elegante Alice Harbinson. Quando Alice se recusa a ceder aos encantos ligeiramente ansiosos de Brian, ele aparece com um plano infalível para conquistar o coração de sua amada de uma vez por todas. Ele vai ganhar o jogo. A qualquer custo. Porque, afinal, todos sabem que o que uma mulher realmente procura em um homem é uma vasta gama de conhecimentos gerais... 


"Como se decepcionar em 352 páginas " deveria ser o nome desse livro.Ok,talvez eu esteja sendo meio radical nisso. "Como se decepcionar até a parte 2 do livro e perdoar o autor depois da parte 2" . Pronto,agora está bem melhor.
Brian Jackson ao mesmo tempo é e não é um típico jovem adulto dos anos 80.Ele saí para beber com seus amigos,vai para a faculdade cursar Literatura Inglesa e fica caidinho ( é sério essa gíria? ) pela menina mais rica,linda e loira dali.Além disso,para provar que não é um inútil qualquer,entra para o "Desafio Universitário",um game-show de perguntas e respostas onde só esses mais nerds ,que sabem um pouco ( ou um tanto ) sobre tudo entram e participam.Brian só não esperava que a faculdade fosse totalmente ao contrário.
Veja bem,é um livro legal de ler.Mais ou menos.
Conta sobre a vida "pós-adolescência" do menino,suas paixonites,suas esquisitices ( porque vamos combinar,quem sabe em qual ano todos os presidentes dos EUA nasceram,não é muito bom da cabeça ),suas roupas de vovô e seus ataques de vômito duas vezes a cada quatro dias.O problema que David Nicholls teve na construção da história foi o que eu chamo de "entupimento de linguiça" ,porque chega a um ponto em que você só quer continuar lendo para ver se o próximo vômito de Brian irá ser em sua casa ou na rua mesmo.Bem arrastada a leitura.
Sobre as personagens,outro probleminha.Não consegui simpatizar nem com Brian,o principal,e muito menos com Alice,sua paixão da faculdade,loira e linda.Ambos muito chatinhos e cheios de não me toque,além das citações que você só entende se gostar muito de literatura europeia.Acho que os únicos personagens que realmente me entreteram foram seu melhor amigo barra pesada ( e as gírias anos 80 vão rolando soltas ) ,Spencer,e sua amiga anticomunista da faculdade,Rebecca.Os dois são muito divertidos e realmente bem montados,sem falhas na personalidade ou na história.Esses dois valeram a leitura.
Falando nisso,a leitura foi boa por duas coisas : as perguntas e respostas no início de cada capítulo que,se bem interpretadas,você já saberia em parte como seria o "astral" do capítulo;os últimos três capítulos,que são a conclusão da história junto aos fatos decorrentes do "Desafio Universitário" .Muito bem humorados e inteligentes,esses três capítulos me fizeram guardar o livro na estante e conter meu desejo de enfiá-lo dentro da gaveta.Eles somados à capa,que eu achei super divertida e cômica ,bem diferente do livro,então.O que me leva a pensar em um velho ditado, "Não julgue o livro pela capa".
Um livro que tem tudo pra ser divertido e legal,mas que só acontece no final,com personagens não-tão carismáticos e cerveja seguida de vômito;muita cerveja e vômito.Esse é o "Resposta Certa",de David Nicholls.E,se serve de consolo,ele foi escrito 6 anos antes do lindo,maravilhoso e chorante "Um Dia",do mesmo autor.Ou seja,David,você está perdoado ,rs .

Resenha: Bela Maldade

Ok,mais uma resenha para o Desafio Realmente Desafiante.Dessa vez,era para ler um livro com a capa totalmente azul,vermelha ou verde.Ok,a capa de Bela Maldade não é totalmente,mas acho que tá valendo.E só pra deixar claro,nunca confie a sua vida à pessoas que você acabou de conhecer,é sério!

Bela Maldade
Autor:Rebecca James
Editora:Intrínseca
Sinopse:Após uma horrível tragédia que deixou sua família, antes perfeita, devastada, Katherine Patterson se muda para uma nova cidade e inicia uma nova vida em um tranquilo anonimato. Mas seu plano de viver solitária e discretamente se torna difícil quando ela conhece a linda e sociável Alice Parrie. Incapaz de resistir à atenção que Alice lhe dedica, Katherine fica encantada com aquele entusiasmo contagiante, e logo as duas começam uma intensa amizade. No entanto, conviver com Alice é complicado. Quando Katherine passa a conhecê-la melhor, percebe que, embora possa ser encantadora, a amiga também tem um lado sombrio. E, por vezes, cruel. Ao se perguntar se Alice é realmente o tipo de pessoa que deseja ter por perto, Katherine descobre mais uma coisa sobre a amiga: Alice não gosta de ser rejeitada... 

Na primeira vez que vi a capa,já me apaixonei pelas cores e pela tipografia brilhante e linda(sim,eu já sei que sou brega e que amo coisas que brilham) !Parecia um livro inofensivo.Então,quando comprei o livro,já achava que ia ser mais uma historinha boba sobre a menina excluida que -magicamente- se torna amiga da popularzinha do colégio,rouba o namorado dela e se dá mal.Ah,sem esquecer do final feliz,onde a malvada se torna amiguinha de todos e ,a excluida,se forma no colégio e vai pra faculdade com seu novo namorado legal.Então descobri que estava totalmente enganada.
O livro começa já contando mais ou menos o desenvolver da história,a trama principal ,mas nao é por isso que você deve deixar de ler o resto.A autora divide o livro em três épocas da vida de Katherine Petterson.Ora você lê sobre uma mulher assustada,cuidando maternalmente de sua filha,ora você lê sobre uma menina de 17 anos tentando esconder seu segredo e seus sentimentos.E,quando você menos espera,o livro acaba de forma abrupta e chocante.
Não sei bem como falar mais do livro,já que qualquer dica se torna um spoiler gigantesco.Isso,pois Rebecca James constroi um verdadeiro thriller psicológico,envolvendo mentiras e revelações que podem deixar você pensativa por vários dias.Sobre seu círculo de amizades,sobre sua forma de viver e,principalmente,sobre suas escolhas.
Sobre a "vilã"(se é que possa ser considerada assim) Alice,estou até agora meio perplexa.Sabe quando você vê uma personagem e instantaneamente lembra de uma pessoa igual a ela?Aposto que vai acontecer com você,ao ler esse livro.Alice é uma daquelas amigas para qualquer hora,mas não gosta de ser deixada de lado,nem por um minuto sequer.Toda a atenção deve estar sobre ela e ,se isso não acontecer,ela dará um jeito de resolver,mesmo que para isso algumas pessoas saiam feridas.
A grande sacada que a autora teve,foi escrever uma história que poderia ter acontecido a qualquer um;foi trazer a "vida real" para um livro,já que atualmente,com essas febres de seres imortais,isso está sendo praticamente impossível.Nao que eu não goste,amo anjos,vampiros e lobos,claro.Mas é bom ler um livro que te fará ficar pensando sobre sua vida depois,quase te dando um puxão de orelha e gritando : "Acorda pra vida minha filha!Isso daqui não é Forks e seu namorado não é um vampiro!"
Devo avisar,como um último pronunciamento sobre esse livro,que se você estiver procurando por uma história delicada,esse é o caminho errado.Se palavrões,drogas,gravidez e mortes não for a sua praia,é melhor você procurar por outro livro.
Um menos realista,talvez.

Resenha: Gatos,Fios Dentais e Amassos,de Louise Rennison

Bem,recuperada do meu acesso de raiva espontâneo(que mais tarde fui descobrir que era apenas a ansiedade falando,já que um dia depois fui arrancar 4 dentes!),hoje vou falar de um livro muito lindinho!Já queria ler ele há um tempo,e ai se encaixou perfeitamente no item 2 do Desafio Realmente Desafiante . Amei!


Gatos,Fios Dentais e Amassos
Autor:Louise Rennison
Editora:Rocco
Sinopse: Georgia é uma adolescente de catorze anos que mora numa cidade nos arredores de Londres. Como toda garota de sua idade, ela experimenta todas as delícias, medos e dramas da adolescência. Só que, na vida de Georgia Nicolson, nada é tão óbvio assim! Para a jovem, ser adolescente, na verdade, pode ser bastante enjoado, principalmente quando seus peitos parecem não parar nunca de crescer, a única fantasia legal que você encontra para ir a uma superfesta é a de azeitona, a escola mais parece um campo de concentração, o seu gatinho fofo está prestes a devorar os poodles do vizinho, a sua mãe se veste como se tivesse quinze anos, o pai, como se tivesse cem, e a sua irmãzinha é como se fosse o segundo animal de estimação da casa. E, para completar, o cara mais maravilhoso do mundo namora uma garota que vai para a escola usando calcinha fio-dental!

Meu livro chegou sexta,e hoje,domingo,já tinha acabado de ler.Isso porque,além de ter só 194 páginas,eu sempre gostei muito do modelo "diário"  de escrever.Quando comecei a ler,meus primeiros volumes foram todos desse jeito,a protagonista contando sobre a sua propria vida no dia a dia - e eu ainda amo ler sobre a vida das pessoas !
Georgia é como qualquer adolescente britânica de 13 anos - se acha feia,ama suas amigas e tem uma paixonite pelo menino mais gato de todos,Robbie.Sempre quis ser loira e fazer uma plástica no seu nariz 'gigante' herdado do pai.Entre várias brincadeiras,beijos e muitos arranhões de Angus,seu gato selvagem,Georgia vai nos contando sua história de um jeito super engraçado.
No começo do livro,me lembrou muito o Fazendo o Meu Filme,da Paula Pimenta.E quando acabei de ler,concluí que os dois livros são sim MUITO parecidos.Mas claro,cada um com a sua história e personagens.
Gostei muito da linguagem que a autora coloca,com palavrões e tal,o que deixa o livro mais 'vida real' britânica.Aliás,esses livros/filmes/séries britânicas só estão me fazendo ficar com mais vontade ainda de ir pra terra da rainha.AAHH!Um dia ainda vou!

Adaptação para o cinema
Gatos,Fios Dentais e Amassos também é um filme(todas gritam e batem palmas)!Ainda não vi,outro que entrou pra lista dos que amei o livro e ainda não vi o filme,mas já sei que tem algumas diferenças.Pelo trailer e pela sinopse do filme,Georgia tem 15 anos,sua "arqui-rival" não está na 6ª série e sua irmãzinha,Libby,não tem 3 anos.
Mas,de qualquer jeito,já estou baixando o filme e quando eu ver conto para vocês o que achei.Vamos ver o trailer?

Outra coisa que tá me deixando relativamente -SUPER- ansiosa pelo filme,é o Aaron Johnson,que faz o papel do Robbie.Porque?Simplesmente porque ele é um dos ingleses da minha lista "Ingleses para casar",depois falo dela aqui.Ele fez Kick-Ass e O Garoto de Liverpool,dois filmes que eu amoo,principalmente o último,onde ele canta e -pasmem- vive John Lennon versão jovem.Tudo bem que o filme não é lá grande coisa mas,para quem nem tem ideia de quem seja o ex-Beatles -existe alguém?- ,é um grande filme.
De qualquer jeito,já estou baixando o filme,depois de procurar por páginas e páginas do google,já que fecharam o megaupload.Ansiosa pra ver !!

Resenha: Um Dia,de David Nicholls

Ok,prepare as lágrimas se você for ler esse livro.É sério!Outra coisa,o item 1 do Um Desafio Realmente Desafiante já está cumprido ! haha
Um Dia
Autor: David Nicholls
Editora: Intrínseca
Sinopse:Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas - vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois. Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.

Seria muito simples eu falar que é um ótimo livro,que todo mundo deve ler etc.A grande sacada de David Nicholls é deixar você sem palavas.Foi assim que me senti ao terminar de ler o livro.

As duas personagens foram bem montadas,trazendo a realidade para o livro,e não aquela mesma história de paixão eterna e sobrenatural.Emma enfrenta seus problemas e Dexter também.Uma coisa que gostei muito,foram os erros e acertos das personagens,onde no começo do livro vemos uma Emma vivendo uma vida meio desanimada ,monotona,enquanto Dexter se diverte na noite e curti a vida.
Ao longo do livro é como um diário,onde vemos a vida deles contada detalhadamente,com o diferencial que não precisamos saber o que eles fizeram o ano inteiro.Um dia traduz tudo.

É incrivel como alguém consegue construir uma obra com tantos detalhes e descrições.Dexter Mayhew é um idiota nato,desses egocêntricos e cabeças duras mesmo.Emma Morley é insegura,sarcástica e pessimista.Particularmente,amo casais fofinhos,que fazem agente suspirar,mas esses dois não são nada disso.São apenas duas pessoas normais enfrentando um relacionamento por vezes conturbado,onde nem sempre eles estão juntos.E foi isso que me prendeu o livro todo.
Essa vontade de ver os dois juntos.

Adaptação para o cinema
Outra coisa que amo é quando um livro vai para o cinema.Já aprendi a não exigir tanto dos produtores e do diretor,porque afinal,não dá para colocar em 2 horas 400 páginas ou mais.Principalmente pelas minhas decepções cinematográficas de livros que viraram filmes(Percy Jackson e o Ladrão de Raios,por exemplo) .Mas estou saltitantemente ansiosa para ver Um Dia na minha TV.
Anne Hathaway e Jim Sturgess foram os escolhidos para interpretarem Em e Dex,Dex e Em,e não consigo enxergar ninguém mais quando penso nas personagens.Eles se encaixam muito bem na descrição. S2
Enquanto esperamos sair em DVD (por mais que eu ame baixar séries e filmes,em alguns casos preciso ver na televisão e chorar muito mesmo hahaha),vamos ver o trailer de novo?


E vocês?Estão ansiosos para assistir esse filme?