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Melhores leituras de 2015

Olar amigos, quanto tempo, não é mesmo? Sei que acontece de eu ficar tipo assim, 3-4 meses sem postar nada mas, ultimamente, minha força de vontade para fazer qualquer coisa (inclusive coisas banais como amarrar o cabelo) tem oscilado entre zero e zero ponto cinco. Ou seja.


Mas hoje vim aqui para falar das minhas (poucas) leituras que fiz em 2015, e que simplesmente a-m-e-i. Já adianto que não foram muitas. Minha meta no goodreads estava em 55 livros para ler até o dia 31 de Dezembro e, adivinhem só? Li exatamente essa quantidade, até o último minuto possível do ano. Confesso que, foi chegando perto dos últimos dias, me bateu um leve desespero de não cumprir essa meta, e fui lendo o que achasse pela frente. O que não foi uma escolha muito certa a ser feita, porque li muita coisa ruim, só por ler.

Mas esse ano - pasmem- quero fazer diferente.  Abaixei 10 livros da minha meta do ano passado, até porque vai rolar uma viagem ai no meio do ano (vide post que ainda vou fazer, quando estiver tudo certinho ;)) ), e não quero mais ficar nessa agonia toda para ler só para completar a meta. Quero ler livros de conteúdo mesmo, livros que eu me divirta lendo, que eu dê nota acima de quatro estrelinhas, e que me lembre no fim do ano. E tomara que eu consiga!

Então vamos para as melhores leituras do ano! Estão mais ou menos em ordem que li, então não tem disso de primeiro ou segundo lugar. Se estão aqui, foi porque valeu mesmo a pena ter lido (até porque ao mesmo tempo em que eu consigo ler vários lixos, eu também sou muito crítica com livros que eu gosto muito).



Acho que já falei desses dois aqui no blog, mas é sempre bom lembrar do QUANTO eu fiquei surpresa no fim desses dois livros. Um bom plot twist é algo que admiro muito quando vejo e, tanto em Mentirosos, quanto em Ugly Love, eles são realmente magníficos. Esses dois estão aqui na lista pois são leituras muito diferentes do que eu estava acostumada a ler; em Mentirosos, a forma com que E. Lockhart escreve é algo que nunca tinha visto em outro livro, é muito dinâmica mas, ao mesmo tempo, nem um pouco objetiva; em Ugly Love, além da super habilidade que a Colleen Hoover tem de me convencer que qualquer situação é verdadeira, também amei os POV dos personagens, sendo alternados entre passado e futuro, entre escrita narrativa normal e em forma de poesia, simplesmente amei. 

Se você gosta de romance, surpresas, mistério e essas coisas, super indico esses dois livrinhos lindos!

Agora, no quesito surpresa, ainda tive o prazer de ter comprado um livro que eu estava com o pé atrás a muito tempo, o Mar de Tranquilidade. A Joana do Poderosas & Girlies já tinha falado bem dele até (vocês podem perceber que levo as resenhas dela bem a sério), mas, quando fui ver a capa e a sinopse, achei que era muito bobinho. Só mais um YA para a lista de YA's. Como eu estava enganada. 

Esse livro me pegou de um jeito inexplicável. Você, que está lendo esse post agora, e está em dúvida se compra ou não Mar de Tranquilidade, porque a capa parece muito bobinha, ou porque a sinopse é bem clichê: compre o livro e leia. Prometo que você não vai se arrepender!

Já com Beautiful Oblivion, foi uma outra surpresa. Sempre gostei muito de Belo Desastre, o primeiro livro da autora, e meio que o "primeiro new adult" que estourou, e deu abertura para os livros desse gênero mas, de uns tempos pra cá, vim me decepcionando muito com a história do Travis e da Abby. Começou a sair uns livros spin-off, muito mais do mesmo, e acabei desanimando. Mas quis dar uma última chance, e graças à algum deus superior dos livros que eu fiz isso. Que livro com um puta plot twist! Como eu disse na mini-resenha, "esse é um daqueles livros que a personagem te esconde durante a história toda algum segredo e, nas últimas 2 páginas, resolve largar a bomba ali e deixar ela explodir na sua cara". Sim.

Li também toda a série "Stage Dive", da Kylie Scott, que conta a história de como cada músico da banda Stage Dive se apaixona e se casa com uma garota de 20-25 anos. Tá, não é só sobre isso, mas é praticamente isso. O que me fez colocar "Lead", o terceiro e penúltimo livro da série, num pedestal bem alto, foram os personagens e como o desenvolvimento de cada um deles foi tão, mas tão bom! Sério,a cada capítulo que passava, Lena e Jimmy, o vocalista da banda e sua "assistente",  iam se desenvolvendo de um jeito tão natural e apaixonante, que li e reli esse livro na maior boa vontade.  Tirando as partes mais quentes também, que foram simplesmente hilárias (e,ainda sim, muito boas).

Não, não foi um ano de leituras excelentes, como em 2014. Mas vamos estar aí trabalhando em 2016 para que essa situação mude!
Beijos e um ótimo começo de ano para vocês!

olha eu aqui mandando beijinho para voces (i wish)

O que li no mês de Julho+Agosto #3

Oi gente, e aí? Esse é o terceiro "O que li no mês", para ver os anteriores, clique aqui. Não sei vocês mas, quando tenho muito tempo livre e muita coisa legal pra fazer, acabo não fazendo absolutamente n-a-d-a, como eu disse no último post dessa TAG. Fico parada em frente o computador e a televisão atualizando Facebook e Twitter de 5 em 5 minutos, mesmo aparecendo sempre as mesmas postagens. Aí, quando não tenho tempo para hobbies e fazer as coisas que eu gosto (porque: faculdade), de repente, dá tempo de ler todos os livros, ver todas as séries e ir a todos os lugares. Tudo ao contrário.
Tô falando isso porque, nesses dois últimos meses, consegui a incrível façanha de ler apenas 3 livros - fisicos. O que, querendo ou não, é muito menos do que eu leria em um mês. É tipo 1 livro em meio por mês. E nem o fato de dois deles serem em inglês ameniza a situação, porque pra mim é tudo a mesma coisa, inglês ou português. Li 4 séries de NA em Inglês e em Ebook, mas também não conta porque eram tão curtinhas, que li cada livro em uma "abrida" de Adobe Reader no Iphone.
Vamos ver o estrago desses dois meses.

Um livro para se ler em época de natal, resumindo. Nessa história co-escrita pelo lindo do David Levithan (amo), os capítulos são alternados entre o Dash, com quem me identifiquei muito, e a Lily, com quem também me identifiquei muito. Ambos são personagens muito... Digamos, diretos. É tipo assim: Dash encontra uma lista misteriosa dentro de um livro que está doido pra ler, e acontece que essa lista de desafios foi feita - mais ou menos - por Lily, a fim de arrumar um amiguinho. Gostei, sim, mas não tanto quanto eu achava que iria. Ganhou 3 estrelinhas no goodreads pelo desaforo do Dash e pelas cenas em que a Lily don't give a shit e sai pelas ruas de NY vestida do jeito que quiser. Mas, literalmente, leia esse livro no Natal. Tenho certeza que a experiência vai ser mil vezes mais legal.

Já tinha lido e amado aquele outro livro com nome gigante, dessa mesma autora, o "A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista", mas em português. E achei esse mais do mesmo. Assim, por ser um YA, não tem como fugir muito do normal, mas as lições, perdas e aprendizados continuam ali. O casal meio chatinho foi uma novidade, por que em A Probabilidade, simplesmente amei os protagonistas. Nesse, achei uma coisa meio forçada, e que tinha tudo para dar certíssimo. Começa com um email enviado para o endereço errado, e acaba num romance bem agua com açúcar (3/4 de agua e 1 de açúcar). Esperava MUITO mais de você, Jennifer. Pelo menos alguma coisa mais inovadora, sei lá.  Não é que não gostei do livro, porque faltou um sopro para dar 5 estrelas. Só não deu ainda. 4 sofridas estrelas no goodreads.

Graças a todos os deuses gregos, egípcios e quaisquer outros que você possa imaginar, essa leitura salvou a onda de livros chatos. Nesse NA, pela primeira vez (pra mim), o livro inteiro é lido pelo ponto de vista de Drew Evans, um homem arrogante, maravilhoso e que sempre consegue o que quer. Ok, até aí nada de diferente. O negócio começa a ficar bom quando você lê o primeiro capítulo, em que Drew está trancado em casa a mais de 1 semana, numa gripe marombada de depressão e auto-compaixão, sem vontade de viver. O famoso estado pós pé na bunda. Então você quer saber como o pegador da cidade, rico e bonito acabou daquele jeito, e lê o resto do livro em 2 horas. Me apaixonei pelos personagens, principalmente por Drew, por ele saber reconhecer quando está certo, errado ou, pior ainda, apaixonado. Foi uma leitura super leve que me fez dar aquela respirada de satisfação no final. Ainda faz-se New Adults bons, sem mais do mesmo. 4,5 estrelas de amor.

Em Ebook
Quando leio no celular, não tenho muita paciência quando são livros gigantérrimos ou com muitos momentos de surto, porque muitas vezes leio no meio da aula (shame on me), dentro do ônibus, enquanto me excluo em alguma festa de família, etc... E de esquisito já bastam minhas roupas e meu cabelo. Então, deixo pra ler esses romances de banca americanos, estilo os da Christina Lauren. E nesses dois meses fiz a festa. Li "Reasonable Doubt", da

Beijos da JLaw pra trazer sorte nesse mês ;)

O que li no mês de Junho #2

Oi gente, tudo bem com vocês? Esse é o segundo "O que li no mês", para ver o primeiro (o de Maio) clique aqui. Confesso que minhas expectativas de leitura estavam por volta de 5 livros nesse mês de Junho mas, graças à uma ressaca literária fortíssima, só li dois. Fuéin.
Vamos ver?
Quando leio qualquer livro dessa mulher dá vontade de morder, de tanta fofura! Confesso que esperava um livro com personagens mais trabalhados e mais história mas, por ser bem fininho, ter letras grandes e ilustrações (aqueles balõezinhos tipo de conversa do Whatsapp), foi bom. Não foi um Fazendo Meu Filme da vida, nem teve toda aquela emoção, porque a história estava bem previsível. Mas valeu a pena toda a originalidade dos nomes e como a Paula conseguiu trazer a história de Bela Adormecida para os tempos atuais. Gostei muito que a "Cinder" apareceu ali no meio do livro, e já to querendo um volume dois dessa coleção das princesas. Tomara que tenha mais livros fofinhos desse tipo! Li em uma deitada na cama, e dei 4 estrelinhas no Goodreads (só porque achei a principal bem construída, no pouco tempo que temos de livro).

Estava tudo bem no reino encantado da Bela Adormecida, quando levei um tapa na cara ao começar A Escolha. Sou apaixonada pelos outros dois livros da série e, mesmo achando que a America, a personagem principal, seja incapaz de fazer QUALQUER TIPO de escolha, esse foi um bom livro. Sério, a menina enrola tanto, mas tanto, que se tivesse resolvido toda a história no primeiro livro, nem precisava dos outros dois. Mas tudo bem, ninguém vai ligar para isso porque Maxon, o príncipe fofo, confuso (mas é claro, imagina um menino de 18 anos que nunca viu mulher direito e, do nada, tem 20 meninas lindas andando pela sua casa????), carinhoso, irônico e eu já disse que ele é fofo? Então. Maxon conseguiu um lugar de vez no meu coração e, pasmem, Aspen também. Assim, achei super errado a cena final, [spoiler] America entrar em seu próprio casamento de braços dados com o Aspen, e Maxon achando aquilo tudo normal. Abre esses zói Maxon, e deixa bem aberto ein! [/spoiler]. Esse foi um livro avassalador porque parece que Kiera deixou todas as cenas de drama, romance e matança pro último livro e, quando essas cenas chegam, são todas ao mesmo tempo. Ela mata sim alguns personagens que eu não queria, mas nada tão exagerado nível Cassandra Clare (isso porque até hoje só li o primeiro da série Os Instrumentos Mortais).
Não foi uma leitura merecedora de 5 estrelas, porque America é a personagem mais indecisa de todas, e eu sei que estou sendo hipócrita, já que também tenho esse defeito mas, com essa menina, é demais. E também não foi meu livro favorito da série. Mas me deixou com uma ressaca literária pesadíssima.

Essas foram minhas leituras do mês de Junho e, sinceramente, espero que em Julho eu leia o triplo. Percebi uma coisa muito estranha em mim: quando tenho todo o tempo livre do mundo, eu não consigo ficar parada e ler mas, quando tenho dez milhões de coisas para fazer e estudar, eu leio mais livros. Such a weirdo.
Enfim, quero saber o que vocês leram nesse último mês! Me fala aí nos comentários!!
Beijos ;)
Beijos desse lindo pra vocês

O que li no mês de Maio #1

Oi gente, tudo bem? Sempre leio mais livros do que resenho, por pura falta de interesse no livro ou, totalmente o oposto: são tantas, tantas, tantas emoções numa história só que, se fosse escrever uma resenha sobre ele, nunca conseguiria que ela fosse curta e objetiva (e muito menos legal e excitante). Iria ficar uma coisa tão grande que ninguém teria vontade de ler porque, basicamente, seria eu falando bem e mal e bem e mal ao mesmo tempo, batendo na mesma tecla e, concluindo, não ficaria um post legal.
Então, como uma forma de mostrar tudo que li no mês de forma rápida, sucinta e mantendo meu humor indefinido para com os livros, resolvi começar essa seção nova de posts! Todo fim de mês, farei uma postagem sobre o que li, com um comentário rapidinho do que achei e pronto! Só para não perder o gostinho de dividir a leitura com a blogosfera viciada em livros!
Vamos lá?

Muito bom! Achei a história do livro original (bom, pelo menos nunca tinha lido nada parecido), as personagens me convenceram bem MAS senti que a autora forçou um pouco a barra nas cenas mais "quentes". Precisava de tanto?? Podia ter desenvolvido muito mais a história em si, ao invés de botar o casal pra malhar de três em três páginas! Na verdade, essas cenas de sexo nem foram tão tão "tcham!" como os livros eróticos de hoje em dia estão saindo, só pinto e perseguida, pra lá e pra cá. As de "A Proposta" foram até aceitáveis. Tirando as gírias que, na tradução, ficaram bem da roça, bem estranho, achei a escrita bem legal. Dei 3 estrelinhas pra ele no Goodreads.

Bem bléh. Nada me prendeu nesse livro. Personagens bem chatinhos. O único interesse amoroso da principal que me deu uma curiosidade, a autora simplesmente não deu atenção à ele. Deixou o coitado de lado. Ao invés de pegar a história distópica genial que Ally Condie tinha, focou no romance e tirou toda a aventura do livro. E, pelo que já vi em outras resenhas, não melhora muito no segundo livro (que, na verdade, já até comecei a ler, mas desisti depois de duas semanas sem sair do lugar). A parte legal da poesia poderia ter durado só como plano de fundo, acho que ia ficar muito mais interessante!  2 estrelas no Goodreads.

Todo Dia - David Levithan
5 estrelas!!!! Fav-list !!!!! Por esse me apaixonei perdidamente, e queria ter mais páginas para ler. David Levithan soube montar uma história com romance, ação e o suspense no começo de cada capítulo, perfeitamente. Leria mais coisas dele (menos Will e Will, porque não é não!) com certeza. Fiz resenha pra esse aqui no blog, e vai entrar na lista dos favoritos do ano!

Esse livro foi o caso que expliquei no começo do post: tão, mas tão, mas tão feelings que simplesmente não dá pra explicar. No começo, quando lançaram aqui no Brasil, reclamei muito da tradução do título e, durante a leitura, interferiu um pouco na compreensão, mas nada que o inglês básico não ajude (só traduzir na cabeça mesmo). Amei tudo. Amei as personagens, os nomes das personagens, como a história se desenvolveu, as subjetividades nas palavras de cada capítulo e ainda mais o final. Ah, o final. Não foi aquela coisa mirabolante - o que era de se esperar, até porque tem o Losing Hope, a continuação-, e muito menos aquela coisa sem pé nem cabeça, tudo inacabado. Foi o fim não perfeito, real e verdadeiro, para um livro genial. Se você curte livros YA dramáticos e com um romance muito fofo, recomendo muito esse livro!! 5 estrelas no Goodreads e, também, estará na lista dos melhores de 2014!

**(estrelinha shame on me)**
Li também, em Maio, o Sweet Filthy Boy, da Christina Lauren (que na verdade são duas pessoas, a Christina e a Lauren, rs). Esse é o novo livro de uma série nova delas, depois do sucesso da Beautiful Bastard, que também já li todos. São livros MUITO engraçados, pelo menos pra mim. E, ao mesmo tempo, tem aquele atual romance "hot", só que com o diferencial de ser bom. Porque vamos combinar, escrever sobre pessoas no rala-e-rola é fácil mas, sair uma coisa boa, é bem difícil. Então, livro novo dessas duas, é claro que eu já sai surtando. Grande fã que sou, baixei e li em um dia (porque eles são bem curtinhos mesmo). Mas shame on me, porque baixar livros ilegalmente deveria ser uma coisa super proibida aqui no Brasil também, assim como é nos EUA! Simplesmente porque a pessoa muitas vezes (no meu caso) não comprará o livro físico depois (só se for MUITO bom mesmo, no meu caso também hihi). Então é shame on you, Gabriella!!
Mas juro, juradinho, que foi só porque a ansiedade por esse livro era tanta que não aguentei! E acabou sendo um 4 estrelas, ou seja, bom estilo os outros da Beautiful Bastard, mas não tão bom quanto o Beautiful Player, meu preferido! Valeu só pela personagem principal feminina, com quem me identifiquei em muitas partes!!

E esse foi o Wrap Up de Maio, como os gringos gostam de falar nos canais literários dos EUA! Espero que tenham gostado! Quero saber quais livros vocês leram esse mês, conta aí nos comentários!!


Resenha: "Todo Dia", de David Levithan

Então, eu li esse livro. Esse livro lindo, maravilhoso e poético. Esse livro que faz você perceber a importância de ver as pessoas não só por aquilo que eles escolhem te mostrar. Esse livro totalmente imprevisível que você ri, chora e filosofa junto com as personagens. Esse livro que te ensina a aceitar melhor o mundo em que vive e as pessoas ao seu redor.

Todo Dia
Autor:
David Levithan
Editora: Galera Record
Sinopse oficial: Neste novo romance, David Levithan leva a criatividade a outro patamar. Seu protagonista, A, acorda todo dia em um corpo diferente. Não importa o lugar, o gênero ou a personalidade, A precisa se adaptar ao novo corpo, mesmo que só por um dia. Depois de 16 anos vivendo assim, A já aprendeu a seguir as próprias regras: nunca interferir, nem se envolver. Até que uma manhã acorda no corpo de Justin e conhece sua namorada, Rhiannon. A partir desse momento, todas as suas prioridades mudam, e, conforme se envolvem mais, lutando para se reencontrar a cada 24 horas, A e Rhiannon precisam questionar tudo em nome do amor.

Você consegue imaginar como seria sua vida se, desde seu nascimento, não passasse mais de um dia no mesmo corpo? Ou melhor, se você não tivesse um corpo só para você, e ficasse pulando de vida em vida a cada dia que passasse? Eu não consigo e, David Levithan, você está de parabéns por conseguir.
A história nos apresenta à A, uma "alminha" que já desistiu há muito tempo de tentar encontrar respostas para sua situação. Ele/ela evita se conectar muito com o corpo em que se hospeda cada dia, preferindo acessar suas memórias e passar o dia fazendo o que seria normal para o dono. Ir para a escola, conversar com os amigos, voltar para casa e dormir. Todo dia, a mesma coisa. Até que acorda no corpo de Justin e então toda sua concepção de vida muda.
Justin tem uma namorada, a Rhiannon (Rihanna, é você??) que, de princípio, parece ser uma adolescente normal. Mas A consegue ver muito mais dentro dela do que a própria e, depois de uma tarde juntos, fazendo coisas que Justin nunca faria com sua namorada, o/a protagonista se apaixona por Rhiannon. E, rompendo todas suas regras internas sobre não se envolver com a vida de seus receptáculos (fiquei lembrando das primeiras temporadas de Supernatural, foi só eu? haha!), A não consegue tirar Rhiannon da cabeça e todo dia acorda esperando estar o mais perto possível dela. Ele/ela não consegue se esquecer da sensação de estar perto da menina e de já conhecê-la tão bem, mesmo que tenham se encontrado por apenas algumas horas. 
"Que história é essa sobre o instante em que você se apaixona? Como uma medida tão pequena de tempo pode conter algo tão grande? De repente, percebo porque as pessoas acreditam em déjà vu, por que acreditam em vidas passadas; porque não há meio de fazer com que os anos que passei na Terra sejam capazes de resumir o que estou sentindo. O momento em que você se apaixona parece carregar séculos, gerações atrás de si – tudo isso se reorganizando para que essa interseção precisa e incomum possa acontecer. Em seu coração, em seus ossos, por mais bobo que você saiba que é, você sente que tudo levou a isso, que todas as flechas secretas estavam apontando para este lugar, que o universo e o próprio tempo construíram isso muito tempo atrás, e agora você acaba de perceber que chegou ao local onde sempre deveria ter estado"
 E o que mais me comove nessa história toda é como A tenta explicar para Rhiannon, em meio aos seus encontros ao longo dos dias, como ele sempre será apenas ele, mesmo estando um dia gordo, um dia magro, um dia mulher, um dia homem... Isso me fez pensar sobre vários assuntos e, o principal deles, como as vezes devemos parar e realmente olhar para as pessoas que estão ao nosso redor. Ninguém é realmente tudo aquilo ou só aquilo que está ali na sua frente, todo mundo tem segredos tão profundos que nem eles mesmos conseguem imaginar. Um dia, A era uma menina suicída, sem esperanças nenhuma e que só queria um pouco de atenção das pessoas do seu dia dia. No outro, A era um garoto que recentemente se admitiu homossexual, disse que amava o melhor amigo e, por 10 anos, 10 meses, 10 dias, 10 minutos, 10 segundos, se sentiu no ápice da vida. 
Com tantas histórias diferentes e com tanta bagagem emocional, era de se esperar um livro cheio de filosofias e ensinamentos mas, pasmem, David Levithan consegue deixar tudo claro e fácil para os leitores. As lições de vida estão presentes ao longo da história, ao mesmo tempo em que ouvimos A divagar sobre seus desejos e sentimentos, de uma maneira não chata, at all.
Não sei se vou conseguir passar tudo que esse livro pode te ensinar por essa resenha, até porque é um YA e, nos dias de hoje, não é qualquer livro que desperte o interesse e a curiosidade de todo mundo mas, por favor. Se você estiver querendo uma leitura única, comovente até a alma e super honesta, pegue Todo Dia para ler (até porque ele está super barato no Submarino!). Não é um livro com um romance destruidor, e muito menos vai te dar aquela sensação boa de quando se lê uma aventura mas, se você conseguir entrar de cabeça na história, vai ter uma experiência life-changing.
Bom, pelo menos eu tive.
David Lavithan escreve livros sobre relacionamentos gays, e isso não poderia ser mais genial. Num mundo literário de YA's em que sempre vemos a mesma protagonista cheia de problemas e o mesmo garoto perfeito, que amamos amar, uma história em que o protagonista não é nem homem nem mulher, e vive relacionamentos homossexuais, é só fantástico para a criatividade das pessoas. Ainda mais nessa parte da história real que estamos vivendo, em que vemos debates calorosos (e muitas vezes super preconceituosos) serem feitos por causa de um beijo gay na novela ou então manifestações violentas contra esse tipo de "ato". 
"É uma coisa terrível ser traído pelo próprio corpo. E é solitário, porque você sente que não pode falar sobre isso. Sente que é algo entre você e o corpo. Sente que é uma batalha que você nunca vai vencer...e, ainda assim, luta dia após dia, e isso te desgasta. Mesmo que tente ignorar, a energia que isso consome vai acabar com você. "
 Na minha opinião, o autor tem a barrinha de coragem no verde, igual acontece no The Sims sabe? É preciso mais que amar as pessoas como se não houvesse amanhã. É preciso mais que olhar um casal gay se beijando na rua e virar a cara porque aquilo é "errado" mas, se você dizer o contrário, será tachado de "revolucionário". Gente, não é revolucionário gostar de uma pessoa do mesmo sexo e, mais do que isso, deveria ser uma coisa até normal demais. Você não precisa desviar o rosto, mas também não precisa aceitar. O que você precisa é entender que existem pessoas participantes de uma mesmo sociedade que você, e essas pessoas vão ser diferentes .

Oh no you don't say it!
 E, antes que esse post fique chato e moralista - e antes que vocês conservadores me julguem e me xinguem de todos os nomes-, só quero deixar bem claro que essa foi a minha melhor leitura do ano até agora. Vi muitas pessoas que não gostaram do final do livro, acharam que o autor jogou tudo ali pro fim e por ai ficou, como se quisesse acabar o livro rápido. Mas como sou do contra (as vezes só), eu amei o final. Foi um tipo de encerramento que, realmente, não resolve todos os problemas que acontecem na história mas, de um modo reticente, ele deixa no ar para que você cria o final perfeito em sua cabeça. Funcionou totalmente para mim.
Dê uma chance à Todo Dia e, por algumas horas, dê uma chance às pessoas ao seu redor.

bisous da Gaga pra vcs ;*

Resenha: "Estilhaça-me", de Tahereh Mafi

Oláaaaaa nação. Hoje venho com a resenha de um livro que, para falar o mínimo, me deixou sem ar. Li em menos de 3 dias e já estou me matando para comprar a continuação. Espero que vocês leiam e, se já leu, me fala nos comentários o que achou!

Estilhaça-me 
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Sinopse oficial:
Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro.

BOM, o que falar dessa série que mal conheço mas já amo? Tenho que admitir: demorei um tempão pra pegar Estilhaça-me e ler de verdade, puro preconceito por essa capa, porque vamos combinar né? Que raios de capa é essa? Sempre via a versão americana nos blogs gringos e, né, bem melhor. Sim, muitas vezes eu escolho o livro pela aparência. Sei lá, acho que uma das principais coisas que fazem o livro ser atraente é a capa e, muito antes da sinopse ou os comentários de outros autores na própria capa, é a primeira coisa que nos convence (normalmente) a comprar um livro. E não consigo descrever o tanto que me arrependi por ter ficado nesse preconceito bobo.

Imagine que você, uma adolescente, em seus 17 anos de vida, nunca tenha tocado alguém. Não porque você não queira, mas pelo fato de que sempre que encostam em sua pele, algo muito ruim acontece ao outro, como se estivessem quebrando-se despedaçando-se estilhaçando-se. Toda a escola, a cidade e até mesmo seus pais tem medo de você, e te excluem como se estivesse com uma doença altamente contagiosa. Até que um dia, decidem te prender em uma cela do governo, por 264 dias. Sem ninguém por perto, sem ver a luz do dia por muito tempo sozinha sozinha sozinha. Essa é Juliette, nossa protagonista com super poderes, que sempre achou o mesmo que todos dessa sua "habilidade": uma doença.
Com um começo meio caótico, Estilhaça-me é especialmente poético, muitas vezes apresentando a falta de pontuação, palavras repetidas repetidas repetidas e riscadas, como se Juliette se arrependesse do que sentiu ou pensou e decidiu estilhaçar suas palavras (opa, trocadilho infâme). Mas, de maneira inteligente, essa diferença na escrita meio que ajuda na aproximação dos sentimentos de Juliette com o leitor. Como se ela estivesse falando diretamente com quem está lendo.
"Não consigo me lembrar do calor de qualquer tipo de abraço. Meus braços doem em virtude do inescapável gelo do isolamento. "
 A protagonista é, muitas vezes, confusa, teimosa e bagunçada, mas dá pra entendê-la. Poxa, a menina fica quase um ano trancafiada, com o mínimo de comida por dia e ainda querem que ela saia de lá bonita e poderosa? Ah, é, ela sai da cela um tempo depois. De repente, o hospício em que ela está trancafiada, decide colocar outro prisioneiro em sua cela, e então conhecemos o Adam. Note que eu escrevi O Adam, e não apenas seu nome. Isso porque ele não está ali por coincidência, e nada acontece por coincidência nesse livro, o que vai te surpreender positivamente a cada capítulo. Adam é estranhamente familiar para Juliette e, se vocês ainda não entenderam o recado, eu destaco: ALERTA SHIP.
Estilhaça-me é um livro distópico, ou seja, traz como um dos principais assuntos uma sociedade futura que poderia muito bem ser o futuro da nossa sociedade (entendeu? hahaha!). Os pássaros não voam mais, os animais não são mais livres e as estações existem apenas nas lembranças. As pessoas abdicaram de seus direitos e vidas para o Restabelecimento que, em primeira ordem, seria um tipo de "governo" que ajudaria à tudo e à todos, restabelecendo (trocadilho infame número 2) a ordem natural do mundo antes de toda a poluição dominar o planeta Terra. Mas, claro, não foi exatamente isso que aconteceu. O tal governo se mostra uma ditadura desenfreada, e as sociedades sofrem com a desigualdade. E é aqui que eu cito o personagem que mais me prendeu nesse livro: alerta bad-boy WARNER alerta bad-boy. Note que escrevi em caps lock, sublinhado e itálico o que o torna super-master importante!!! 

Warner é quem controla uma das áreas que foram dividas entre comandantes (??), e é filho de um importante líder desse novo mundo futuro. Spoiler ou não, ele "salva" Juliette de seu exílio e a leva para sua "casa" (aí que ela sai da cela,hihi), com propósitos que vão além da atração física da menina (que, omg, não se olha no espelho faz 3 anos!!! what, alguém me explica isso??). 

E te dou um top 5 de porquê Warner me atraiu tanto:
  1. Jovem adulto renegado pelos pais quando mais novo;
  2. Gato maravilhoso sarcástico e irônico;
  3. Dá cama, comida e roupa lavada;
  4. Ama sem pedir nada em troca;
  5. É psicótico no nível certo para se apaixonar e querer saber mais sobre esse cara.
Não pense em Warner como o mocinho da história, não ainda. Até porque Adam está ai para isso: satisfazer as necessidades românticas de leitoras avidas por quotes fofinhos e colocadas de cabelo atrás da orelha. Ele e seus olhos azuis vão te conquistar em sua primeira fala.
Mas não Warner. Ele é maluco, psicótico, atraente e louco por controle, e você não vai gostar dele de início. Talvez nunca goste desse cara mas, como Juliette, vai sentir aquela curiosidade do inferno. Warner é aquele bad-boy que toda leitora de YA e NA simplesmente ****AMA*** . 

"Seu sorriso está atado com diamante.
-Vá dormir.

-Vá pro inferno.
Ele movimenta a mandíbula. Caminha até a porta.
-Estou trabalhando nisso. "
No momento: caída no chão.


Estilhaça-me foi uma reviravolta no meu mundo bem paradinho de distopias+romance, e não me arrependo nem um segundo de o ter lido tão rápido. Se você estiver procurando por ação, beijos debaixo do chuveiro, uma menina que mata as pessoas pelo toque (x-men feelings) e um triângulo amoroso muito bom, esse é o livro para você.
"Há segredos por todos os lugares. Não há respostas em lugar nenhum."

P.S: até o fim desse post, Gabriella Carvalho segue sem saber a pronúncia ou a grafia correta do nome da autora, mas possui muito respeito pela mesma.

Alguns motivos para ler A Culpa é das Estrelas

Dois meses depois do último post, aqui estou. Sei muito bem que abandonar uma coisa tão importante para mim não é bom, então não é isso que estava fazendo. Caros amigos, enquanto vocês viviam suas vidas que, tenho certeza, são bem mais emocionantes que a minha, eu estava tendo doze horas de estudo por dia, para passar na droga do ENEM . E o que vai acabar acontecendo: ninguém vai entrar em faculdade nenhuma, porque o diabo foi mais difícil do que todos esperavam mas, praticamente, a nota de corte vai abaixar.
Para quem também achava que seria impossível, cá estou com o layout mudado!! Essa minha mania já ta virando TOC, então vamos ver se eu consigo acostumar com esse, né? haha
PORÉM, aqui estou, renascida das cinzas tipo fênix, trazendo um post novinho em folha para quem ainda lê essa coisa que eu chamo de blog pessoal! E, para voltar com emoção, desespero e polêmica, humildemente apresentar-lhes-vim a minha experiência com esse livro tão arruinador de vidas. Creio que já devem saber do que estou falando - afinal, é o título do post, duh.
Resumindo, só pra quem ainda tá no século passado e não tem nem ideia do que eu tô falando, em A Culpa é das Estrelas, John Green nos apresenta à Hazel Grace e Augustus Waters, dois jovens portadores de câncer que encontram em suas semelhanças e diferenças o conforto da paixão adolescente. Após capítulos e mais capítulos de fofurice em excesso, acontece a coisa mais decepcionante que poderia acontecer para arruinar a vida dos dois, tirando o advento do câncer, é claro. Mas, pra quem já leu, ou para aqueles que amam saber o fim da história,SPOILER ALERT é isso mesmo que acontece, o câncer de Augustus se desenvolve depois de um ano sem aparecer, e ele acaba morrendo. snif.
Eu estava com um pé bem lá atrás pra ler esse livro, porque:
1.Todo mundo que eu conheço estava lendo ou já tinha lido;
2.Essas mesmas pessoas, todas, choraram em alguma parte da leitura;
3.Tinha medo de ser um daqueles livros decepcionantes;
4.Vocês não fazem ideia de quão descontrolada minha válvula do choro é ( falo dela em outro post, haha ).
E aí, a vida aconteceu, e me peguei acordando um dia com vontade de ler o tal livro sugador de esperanças. Corri para a estante da minha irmã, peguei o dela emprestado (eu não compraria um livro com tanto poder emocional assim, faz mal) e li tudo em quatro sofridas,divertidas e mais sofridas horas. Admito que o livro é SIM genial, promete risadas, promete chorôrô e cumpre. E, talvez, tenho que falar, esse foi o livro em que mais percebi as indiretas quase saindo da página e me dando um tapa na cara, além de todo o aprendizado que, qualquer um que resolver se aventurar a ler, tira da história.
No começo, você se apaixona facilmente pelas personagens e, mais ainda, pelo casal fofurice top 20 ganhador do troféu master da paixonite crônica, Hazel e Augustus. Ele é só o menino mais atencioso, bonito e carinhoso com quem Hazel e qualquer garota em sua adolescência poderia sonhar. Pra resumir todos esses coraçõezinhos saindo do meu dedo agora: no começo até o meio você se apaixona pela história inteira.
E aí vem uma tsunami de quarenta mil metros num certo capítulo 21 , você lembra de todas as indicações que te fizeram antes de ler essa coisa que chamam de livro, e chora. E chora mais. E mancha seu livro - ou o da sua irmã,ops hihi - com lágrimas. E pensa "porque mesmo que essa abominação é um best-seller?"


Nãaaaoo!!
Mas calma!! Não precisa levantar seu bumbum da cadeira e ir queimar sua cópia que acabou de chegar do correio!! A Culpa é das Estrelas, na verdade, me marcou positivamente. E você deve estar pensando " mas como assim, você destruiu o livro de todos os modos verbalmente possíveis!?". Mas aconteceu mesmo.
Tenho um moleskine que ganhei de uma amiga e, nele, tento ser o mais criativa possível, para que daqui ha uns 20 anos, eu abra o caderninho e veja como era a Gabi adolescente. Então, anoto várias frases, citações, desenhos etc... E esse tal livro destruidor de almas não ficou de fora.
Apesar de ser uma história com um final triste, é também uma história de superação pessoal. Se você for ler com atenção, em várias passagens John Green deixa claro uma coisa em que acredito muito: destino ( o que me lembrou de uma palavra muito lindinha em inglês,serendipity). E foi anotando minhas partes preferidas que compreendi isso, e percebi que concordo totalmente com o autor.

"Como leitor, não sinto que uma história tenha a obrigação de me fazer feliz.
Eu quero histórias que me mostrem um mundo maior do que aquele que conheço."
Eu deveria ter percebido isso antes mas, eu e minha fixação por young/new adults com finais felizes e alegres, me cegaram nesse dia em que li ACEDE (abreviação fofinha,não é?). Quando me perguntam porque eu gosto tanto de romance e amorzinho, sempre tenho o discurso de "querer viver algo que nunca aconteceria comigo,viajar da minha vida e nunca voltar". Mas, pobre, desapercebida,eu. Isso foi exatamente o que John Green prometeu com a proposta do livro, e cumpriu generosamente. A história de Gus e Hazel realmente estava fora da minha bolha de alegria, e me fez ter sentimentos bons a respeito disso, já que nem tudo são flores nessa nossa vida de ser humano. Ás vezes, temos mesmo que parar um pouco no conto de fadas cosmopolita e prestar atenção no mundo ao redor, aquele que você ainda não conhece. É ali que suas respostas estarão. 

Adaptação para o cinema

SIM, meus caros amigos, ACEDE está sendo adaptado para as telonas! E como se não pudesse melhorar, o elenco tá só MUITO bem escolhido. Teremos Shailene Woodley como Hazel Grace, o lindo Ansel Elgort como Ausgutus Waters e Nat Wolff como Isaac (o amigo deles) , e eu não poderia estar mais ansiosa!!!!11!! Apesar de ambos Shailene e Ansel serem colegas de elenco (e irmão na ficção) na também adaptação literária Divergente, ver os dois interpretando o casal adolescente mais fofo que já li vai ser legen-dary (deixa o Barney e HIMYM para outro post,haha).

Da esquerda para a direita: o escritor-ceifador John Green, Ansel, Nat e Shailene

Ainda estão filmando tudo lá na terra do tio Sam mas, assim que sair o trailer, divulgo no meu twitter. E será impossível não ver quando isso acontecer, uma vez que faço escândalo para praticamente tudo nesse meu universo de fã louca.
O filme tem data de estréia pro dia 6 de Junho de 2014, e já tô querendo comprar ingresso para sessão antecipada de meia noite.
Fazendo uma super intertextualidade, só pra terminar o post bonitinho e sem preconceitos contra essa autor fofo, porém sugador de vidas: 

Seu livro




 Eu gosto de livros porque você não precisa fingir que sabe tudo o que está a ponto de ler.Afinal,você realmente não sabe o que está a ponto de ler.E quando chega na página 20,ou no segundo capítulo,conhecendo ou não a personagem principal,vem o momento em que você decide se vai até o fim,até a metade do livro ou até a pagina seguinte.Porque quem gosta de livros – de verdade- não se contenta em parar e marcar no capítulo certinho.Simplesmente não dá para desviar os olhos e não espiar as primeiras linhas – e porque não a página inteira? – e ir dormir sem a sensação de desespero.É essencial.

Quem gosta dos livros não os deixa em casa.Leva na bolsa e ,muitas vezes,não vai dar tempo de ler muita coisa se você estiver no meio do cinema ou...Bem,essa é a única situação em que eu não vejo alguém tentando ler.É,talvez seja um exagero logístico,mas atire a primeira pedra aquele que nunca leu no ônibus,carro e metro (ou na mesa de jantar,quem sabe?).Já perdi a hora por querer saber se Capitu havia mesmo traído ou não.

Sabe aquela sensação de sentar, abrir seu livro e voltar para a fantasia por alguns minutos?Aquela sensação,em que até o vento aparece para te assistir lendo.E então a personagem engraçada solta uma fala daquelas,que você chega até a imaginar “como não pensei nisso antes?”,e conter um sorriso parece impossível.Te olham de lado como se fossem uma maluca desprovida de cérebro;você contente incomoda as pessoas.

Então chega o fim e ,mesmo querendo continuar aquela história,chegou a hora de parar.Agente fica querendo mil outras continuações,para contar o que foi feita da vida das personagens ,depois daquele último ponto final.Mas agente também sabe que nem todo livro merece um segundo ou terceiro volume.Tem história que cabe entre duas capas e só,não necessita de um segundo paralelo.Tem história que te surpreende em 400 páginas e assim basta.E você nem liga.

Abri o livro mais próximo à mim ,em uma página aleatória,e li a primeira frase:
“Amanhã,meu dia será melhor que o de hoje;e muito melhor que o de ontem.”
Então percebi,com um sorriso no rosto,que esse livro era o meu.Assim mesmo,escrito por todos que passaram pela minha vida,e aberto no capítulo de preces e orações.Volume único.
Porque quem gosta mesmo de livros – de verdade – sabe apreciar uma boa história quando vê uma.Imagina ,então,quando está vivendo uma?

Resenha : "As Vantagens de Ser Invisível",de Stephen Chbosky

As Vantagens de Ser Invisível
Autor: Stephen Chbosky
Editora: Rocco
Sinopse:
Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe - a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir "infinito" ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.


Sabe quando você se apaixona pelas personagens do livro ,chora,ri,briga e fica confuso junto delas?Então,foi assim que me senti ao ler "As Vantagens de Ser Invisível" . Como se a cada carta que Charlie escrevia para um amigo - que não nos é revelado - eu aprendesse alguma coisa sobre a vida.
Como aproveitar o agora e esquecer de quem te faz mal.Se sentir infinito nos momentos bons da sua vivência,e aprender à passar pelos ruins.Sempre lembrar das pessoas que você ama e defendê-las,mas só até um certo ponto.Não é bom sempre pensar nos outros e ,ás vezes ,por mais altruístas que sejamos,devemos nos lembrar do amor-próprio.Afinal,cada um aceita o amor que acha que merece.

O livro é composto por cartas escritas por Charlie à alguém que não é revelado,como já dito.Nessas cartas,vemos como a vida solitária e simples do menino se enche de alegria,amigos,novas experiências e amor,sempre escritas de maneira simples.Talvez seja por isso mesmo,pela forma tão inocente de Charlie falar,que as mensagens passadas são tão presentes.É tudo muito singelo e compreensível,num nível em que ao andar da história,nos é revelado que Charlie não é apenas um adolescente normal.Ele é especial.

" - Você vê coisas.Você guarda silêncio sobre elas.E você compreende." - Patrick

Foi uma leitura não-tão-leve,porém muito divertida e emocionante (sim,eu chorei) ,e indico para todo mundo que gosta de complicações adolescentes,high school americano,problemas familiares,romancinho e comédia bem leve.Recomendo para todos.

Adaptação para o cinema
Acho que já não existe um ser humano antenado que nem sequer ouviu falar do filme.Sendo ambos escritor e diretor de "As Vantagens de Ser invisível",Stephen Chbosky fez um MARAVILHOSO trabalho.Terminei de ler e já fui ver o filme e ,com lágrimas nos olhos, favoritei ele no filmow.
O roteiro é fiel ao livro e ,mesmo que não haja o aprofundamento na história da família de Charlie,como tem no original,achei que as cenas foram bem divididas e encenadas.Sim,ENCENADAS PERFEITAMENTE.Logan Lerman,nosso Percy Jackson lindinho,está no papel do protagonista,e parece que ele nasceu para interpretá-lo.Emma Watson e Ezra Miller são os irmãos , os melhores amigos de Charlie.Nem preciso falar da fofura da Emma e do Ezra sendo um p* de um ator (desculpa o palavrão ,mesmo que oculto,mas não tinha como descrever a atuação dele ) .
Olha aí o trailer,se você ainda não viu:


 
"Eu me sinto infinito" - Charlie
OBS:  Entrei para um novo desafio literário ,ebaaa!! Ele é está explicadinho no grupo do facebook"Clube da Leitura".Consiste em cumprir uma lista -bem grandinha ein haha - de características que o livro deve ter,resenhar e enviar para os organizadores.No fim do ano,quem tiver mais pontos,ou seja,quem cumprir mais itens,vai ter mais cupons para um sorteio no final do ano!How cool is that?
Enfim,com essa resenha,já estou cumprindo os seguintes itens:

2.Leia um livro com um verbo no título  não foi aceito,era REALMENTE um verbo só,como "Amanhecer",da titia Steph :)
11.Leia um drama adolescente
13.Leia um livro de um filme que você nunca assistiu (não tinha assistido quando estava lendo,rs)
25.Leia um livro com uma pessoa na capa

São 35 itens até agora,e ainda tenho esperanças de algum dia chegar lá.

Retrospectiva Literária 2012


Ah,os livros.
Só pra não perder a essencia de fim de ano,resolvi participar dessa retrospectiva literária junto de um tanto de blog,feita pelo Pensamento Tangencial .É sempre legal você recordar as histórias que você leu durante o ano e eleger as favoritas ( ou as que não valem a pena nem ter na prateleira ) .E é melhor ainda divulgar isso com o mundo,para que mais pessoas comecem a ler os livros que você gosta e ai poder surtar junto com você .
Sem mais falatória,ai vai meus melhores e piores do ano de 2012 :

Retrospectiva Literária 2012
  • A aventura que me tirou o fôlego:  Laços do Espírito - Academia de Vampiros #5 , de Richelle Mead

  • O terror que me deixou sem dormir:  Aura Negra - Academia de Vampiros #2 , de Richelle Mead (sim,eu sei que não é aquele terror,mas foi o mais próximo disso que me deixou sem dormir rs )
  • O suspense mais eletrizante: A Terra das Sombras - A Mediadora #1 , de Meg Cabot (também não é aquele suspense,mas foi o que teve pra esse ano )
  • O romance que me fez suspirar:  Anna e o Beijo Francês ,de Stephanie Perkins
  • A saga que me conquistou: Academia de Vampiros ,Richelle Mead
  • O clássico que me marcou: Lolita ,de Vladimir Nabokov 
  • O livro que me fez refletir:  Tempest , de Julie Cross
  • O livro que me fez rir: Os Delírios de Consumo de Becky Bloom , de Sophie Kinsella
  • O livro que me fez chorar: Anna e o Beijo Francês ,de Stephanie Perkins ( prfv alguém me dando um St.Clair agora )
  • O livro de fantasia que me encantou:  Tempest , de Julie Cross
  • O livro que me decepcionou: A Resposta Certa , de David Nicholls ( o porquê,você encontra aqui )
  • O livro que me surpreendeu: Lolita ,de Vladimir Nabokov 
  • A frase que não saiu da minha cabeça: "A palavra casa não é um lugar.É uma pessoa.E nós,finalmente,estamos em casa." Anna e o Beijo Francês
  • O(a) personagem do ano:  Rose Hathaway , Academia de Vampiros ( simplesmente por ser a mocinha que não precisa de ajuda de ninguém pra matar os inimigos igual uma louca! haha)
  • O casal perfeito: Fani & Leo , Fazendo o Meu Filme 4 (é amor demais ! )
  • O(a) autor(a) revelação: Stephanie Perkins , Anna e o Beijo Francês
  • O melhor livro nacional:  Minha Vida Fora de Série , Paula Pimenta
  • O melhor livro que li em 2012: Anna e o Beijo Francês, Stephanie Perkins ( amo amo amo amo amo amo amo muito! )
  • Li ,em 2012, 24 livros.
  • A minha meta literária para 2013 é: Pelos menos 3 livros por mês!! Li muito pouco esse ano por motivos de : preguiça hahahah
>> Pra quem quiser participar também:



Feliz Ano Novo para vocês,uhuuuuuuuuul 2013 vem logo !!