Séries novas que comecei a ver

PS: Todas as séries deste post (que é totalmente spoiler free) você pode encontrar na Netflix ou no Popcorn time ;)
Como a vida de todas as adolescentes desse mundo - mesmo se você já tiver quase 20 anos mas se sentir como uma -, a minha também não é fácil. Não é fácil porque não tenho mais tempo pra nada, não há mais espaço na minha vida pra nada, só que, ao mesmo tempo, ainda tenho todas as horas e espaços do mundo. Na verdade, toda essa minha crise tem um nome: p-r-o-t-e-l-a-r. É isso que venho fazendo com todas as ideias de posts pro blog, todos os projetos guardados na gavetinha "Para Depois" do meu cérebro, só esperando para serem concluídas.
Hoje, num domingo de noite, resolvi não pensar muito e fazer. Porque quando você pensa muito em alguma coisa que vai fazer, sempre tem aquela prazerosa e deliciosa possibilidade de desistir e não fazer a tal coisa, e eu quase nunca a contrario. Sou daquele tipo de pessoa que estica a mão para pegar o controle da TV e, se não alcanço, mando áudio pra minha irmã vir correndo na sala porque aconteceu uma tragédia, SOS. E aí é como se eu trancasse a gavetinha e esquecer o lugar em que coloquei a chave. Mas acabei achando essa chave hoje, e resolvi fazer um post bem legal, bem alto astral e bem indicativo. Porque, quando se trata de série, sou um pouco chata e preconceituosa.
Sério, sempre formo mil opiniões sobre séries de TV antes mesmo de assistir um episódio - e sempre me ferro porque, quando eu vou assistir, a danada me prova que é boa mesmo, como todo mundo tava falando. E com Grey's Anatomy não foi nada diferente. 


Bom, se alguém desse planeta terra ainda não ouviu falar da série, eu conto: em poucas palavras, é uma novela mexicana americanizada dentro de um hospital. Comecei a assistir essa disgrama de série em Novembro do ano passado e, sem brincadeira e exagero, vi 10 temporadas em um mês. Grey's Anatomy é aquele tipo de série que você vê o primeiro capítulo e simplesmente não consegue mais largar até o final da temporada, mas ai acontece um MAJOR ACONTECIMENTO que eles só mostram o desenrolar na próxima temporada, e ai você vai vendo, e vai vendo, e as horas vão passando... E quando você percebe, passou o fim de semana inteiro sem dormir, mas descobriu se aquela médica consegue terminar a operação com sucesso ou se o casal OTP fica junto ou não. Eu tinha preconceito porque, vamos combinar, um hospital em que todos os médicos ficam com todos os médicos (dentro das salinhas de exame), não pode ser um plot bom pra uma série de TV. Mas é. E é bom nível guilty pleasure, porque você vai encontrar com seus amigos já soltando a pergunta "E aí, viu o ultimo episódio de Grey's?", e aí já se foram horas e horas de surtos, choros, risos e gritaria. Vou parar por aqui, porque Grey's Anatomy merece um post só dela neste blog.
-> Assista se você gosta de: romance, drama, tramas impossíveis, se tiver coração forte e não tiver problemas em ver muita gente morrendo.


Em minha fixação por Netflix, resolvi ver Unbreakable Kimmy Schmidt (levei 3 horas só pra conseguir escrever isso tudo certinho) no dia mesmo em que estreou, numa sexta feira de muito calor. A série é sobre 4 mulheres que, depois de ficaram não sei quantos anos presas num bunker por um pastor louco que achou que o mundo ia acabar, são libertadas e tem que reaprender a sobreviver nessa "nova realidade". O foco é na ruivíssima Kimmy, que nunca perde a vontade de superar esse trauma e faz de tudo para se tornar parte da sociedade de novo. Bom, dá pra assistir a série numa sentada só porque, além de ter só 25 minutos cada episódio, é uma comédia muito bem bolada - pela linda e maravilhosa Tina Fey. Foi uma ótima tarde para os amantes de Netflix.
-> Assista se você gosta de: comédias leves e bobinhas mas que fazem falta no dia a dia, personagens secundários que roubam a cena e Tina Fey.

Quando comecei a assistir The Office, lembro que uma das personagens que mais me fazia rir era a menina indiana que não dava paz para o "suposto" namorado. Só que eu nunca soube direito o desenrolar da história porque a Netflix tirou a série do catálogo e todos choramos juntos. Até que resolvi deixar de preconceito (porque, como sempre, critico antes de assistir) e ver um capítulo de The Mindy Project. E, meu senhor, mais uma série para viciar. TMP fala sobre um consultório de ginecologistas e obstetras, e como cada um tem sua própria personalidade e manias. Bom, pra mim, a série se resume na ótima Mindy Kaling, aquela indiana que não largava o namorado em The Office. Mesmo abusando de piadas prontas - e as vezes forçadas- a série me conquistou pela carisma da personagem principal, e como eles acertam no roteiro every.single.time. E o que dizer dos atores convidados???????? Amo +qd+.

-> Assista se você gosta de: comédia, personagens femininas que fazem o que quiser da vida porque cada um faz o que quiser da vida mesmo, comédia romântica (MUITA) e citações do mundo pop no meio das falas.


Bom, foi isso que comecei a ver nesse tempinho tempão que fiquei sem vir aqui (#sadface). Mas prometo me empenhar e voltar a postar aqui milhões e milhões e milhões de coisas e, se a vida me for justa e eu conseguir uma câmera digna, - se preparem- começar um canal no Youtube aqui do blog!!!!!!
omg omg omg omg omg omg
Sim sim, estou pensando seriamente na possibilidade, só me falta a matéria prima e um tiquinho de coragem, mas isso é assunto para outro post também.
Fiquem com - inserir autoridade maior em que você acredita - e até o próximo post!
xoxo, adam

O que li no mês de Julho+Agosto #3

Oi gente, e aí? Esse é o terceiro "O que li no mês", para ver os anteriores, clique aqui. Não sei vocês mas, quando tenho muito tempo livre e muita coisa legal pra fazer, acabo não fazendo absolutamente n-a-d-a, como eu disse no último post dessa TAG. Fico parada em frente o computador e a televisão atualizando Facebook e Twitter de 5 em 5 minutos, mesmo aparecendo sempre as mesmas postagens. Aí, quando não tenho tempo para hobbies e fazer as coisas que eu gosto (porque: faculdade), de repente, dá tempo de ler todos os livros, ver todas as séries e ir a todos os lugares. Tudo ao contrário.
Tô falando isso porque, nesses dois últimos meses, consegui a incrível façanha de ler apenas 3 livros - fisicos. O que, querendo ou não, é muito menos do que eu leria em um mês. É tipo 1 livro em meio por mês. E nem o fato de dois deles serem em inglês ameniza a situação, porque pra mim é tudo a mesma coisa, inglês ou português. Li 4 séries de NA em Inglês e em Ebook, mas também não conta porque eram tão curtinhas, que li cada livro em uma "abrida" de Adobe Reader no Iphone.
Vamos ver o estrago desses dois meses.

Um livro para se ler em época de natal, resumindo. Nessa história co-escrita pelo lindo do David Levithan (amo), os capítulos são alternados entre o Dash, com quem me identifiquei muito, e a Lily, com quem também me identifiquei muito. Ambos são personagens muito... Digamos, diretos. É tipo assim: Dash encontra uma lista misteriosa dentro de um livro que está doido pra ler, e acontece que essa lista de desafios foi feita - mais ou menos - por Lily, a fim de arrumar um amiguinho. Gostei, sim, mas não tanto quanto eu achava que iria. Ganhou 3 estrelinhas no goodreads pelo desaforo do Dash e pelas cenas em que a Lily don't give a shit e sai pelas ruas de NY vestida do jeito que quiser. Mas, literalmente, leia esse livro no Natal. Tenho certeza que a experiência vai ser mil vezes mais legal.

Já tinha lido e amado aquele outro livro com nome gigante, dessa mesma autora, o "A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista", mas em português. E achei esse mais do mesmo. Assim, por ser um YA, não tem como fugir muito do normal, mas as lições, perdas e aprendizados continuam ali. O casal meio chatinho foi uma novidade, por que em A Probabilidade, simplesmente amei os protagonistas. Nesse, achei uma coisa meio forçada, e que tinha tudo para dar certíssimo. Começa com um email enviado para o endereço errado, e acaba num romance bem agua com açúcar (3/4 de agua e 1 de açúcar). Esperava MUITO mais de você, Jennifer. Pelo menos alguma coisa mais inovadora, sei lá.  Não é que não gostei do livro, porque faltou um sopro para dar 5 estrelas. Só não deu ainda. 4 sofridas estrelas no goodreads.

Graças a todos os deuses gregos, egípcios e quaisquer outros que você possa imaginar, essa leitura salvou a onda de livros chatos. Nesse NA, pela primeira vez (pra mim), o livro inteiro é lido pelo ponto de vista de Drew Evans, um homem arrogante, maravilhoso e que sempre consegue o que quer. Ok, até aí nada de diferente. O negócio começa a ficar bom quando você lê o primeiro capítulo, em que Drew está trancado em casa a mais de 1 semana, numa gripe marombada de depressão e auto-compaixão, sem vontade de viver. O famoso estado pós pé na bunda. Então você quer saber como o pegador da cidade, rico e bonito acabou daquele jeito, e lê o resto do livro em 2 horas. Me apaixonei pelos personagens, principalmente por Drew, por ele saber reconhecer quando está certo, errado ou, pior ainda, apaixonado. Foi uma leitura super leve que me fez dar aquela respirada de satisfação no final. Ainda faz-se New Adults bons, sem mais do mesmo. 4,5 estrelas de amor.

Em Ebook
Quando leio no celular, não tenho muita paciência quando são livros gigantérrimos ou com muitos momentos de surto, porque muitas vezes leio no meio da aula (shame on me), dentro do ônibus, enquanto me excluo em alguma festa de família, etc... E de esquisito já bastam minhas roupas e meu cabelo. Então, deixo pra ler esses romances de banca americanos, estilo os da Christina Lauren. E nesses dois meses fiz a festa. Li "Reasonable Doubt", da

Beijos da JLaw pra trazer sorte nesse mês ;)

Lugares que quero (muito) conhecer #rotaroots

Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Ás vezes, no meio de uma quarta feira, nada acontece, o ar parece mais denso e o relógio para de funcionar, do nada. Acaba a pilha da vida, a pilha do corpo e a pilha dos acontecimentos novos. Aí você vai - pela quinquagésima segunda vez - lá no Facebook e atualiza a página e, para aumentar ainda mais sua depressão de férias, aparecem milhões de outras vidas mais legais que a sua. Meia dúzia de amigos viajando juntos pro verão na Europa, aquela famosa em NY, realizando seu sonho, sua amiga corajosa que foi morar em SP sozinha, uns gato pingado na estrada, conhecendo o país... E todos eles parecem muito mais felizes que você.
Passou um mês e você não realizou nem uma coisa daquela lista que fez um dia antes das férias começarem, no início de Junho. E, ó, a gente já tá na outra metade do ano. Aliás, já tá na metade que vai chegando no finalzinho.
E, tudo em que penso são os lugares que eu gostaria de estar. Os outros lugares, além da minha casa, que eu gostaria de amar, de adorar. Sabe isso? Sair, rir sozinha de tudo e de nada. Andar sem ter destino e se perder num mapa impresso de última hora no Google Maps. Parar em qualquer esquina e ter a coragem de perguntar pro velhinho sentado no banco: "O moço, hello, no hablo su lingua, mas você sabe where que eu vô where que eu tô?". Querer mudar essa fase da vida que, meu senhor cristo, não passa de jeito nenhum. Você muda o cabelo, compra roupa nova, compra livro novo, pinta as unhas, vê a novela nova, mas, nem com reza brava, essa fase não passa mas é de jeito nenhum. Dá pra trocar o disco aí ou tá difícil?

E esses são os lugares em que, sempre quando viajo na minha mente, eles aparecem para me acalmar um pouco. Espero - cruzando os dedos- que eu possa conhecer cada um deles, algum dia.

Califórnia here we come, right back where we started from...

Quem nunca ouviu a palavra "Califórnia" e lembrou da música de abertura de The O.C, na hora? Sempre penso em ficar o dia inteiro nas praias lindas de lá - e olha que nem gosto de praia ein-, voltar de tardinha e passear pelos decks, aprender a andar de skate, pegar um carro e sair escutando Teenage Dream pelas estradas do litoral. Esse sim seria um verão bom.

Porque não...?

Tá, eu sei que é onde Bella conheceu Edward e virou vampira e todas essas bobagens brilhantes que tá todo mundo cansado de ouvir. Mas Crepúsculo teve uma parte muito especial na minha adolescência, e passei muito tempo querendo conhecer essa cidade que só chovia, nevava e dava sol uma vez por mês. Se por um lado a Califórnia é muito quente, Forks é muito frio. Essa cidadezinha no meio de Washington cresceu muito depois de toda a divulgação do livro e do filme, mas nada vai me convencer de não desejar visitar esse lugar. Embrenhar no meio das árvores como se não existisse o amanhã -ao som de Paramore- e encontrar uma clareira pra chamar de minha. #vomiteiarcoiris

Concrete Jungle
Viajando pro outro lado do país tem a grande, luminosa, agitada e tão sonhada New York. Com certeza você já viu algum filme que se passe por lá, até porque quase todo filme pelo menos cita a cidade. Não sei o que tem de bom ali, porque nunca fui, mas sempre sonho em me surpreender quando eu for (cruza os dedos galera). A gente sempre ouve falar muito de lá e, por isso, pensa que já conhece cada esquina e cada lugar de NY, mas que isso se torne um grande engano. Quando eu for para NY (tem que mentalizar, mentalizar!!), já tenho meu roteiro do que não posso deixar de fazer, até porque desde que pensei na possibilidade de entrar num avião, aos 14 anos, NY tava na lista. Então meio que não tem como eu perder os shows da Broadway ou passar um tempo no Central Park. Não falta gente pra falar bem e mal da cidade, mas penso que cada pessoa é uma pessoa e pra cada um, a experiência é diferente. Em NY, quero comer neve nojenta do chão e dançar no meio da Times Square, usando um vestido curto, meia calça, bota e chapéu. Tudo que eu não faria aqui no Brasil.

Iceland
Sei lá, nunca tive muita vontade de fazer aquele tour pela Europa, o tal do mochilão. Talvez conhecer Paris, e com certeza tirar foto no castelo da rainha, em Londres, mas nunca a Europa mesmo. Exceto esse país nanico que fica bem lá em cima. Friiio e cheio de montanhas, é um sonho conhecer esse lugar. Tenho uma amiga que sempre vai pra lá, porque a irmã casou com um islandês e então tá sempre indo visitar. Esse ano mesmo trouxe uns amigos de lá, pra cá. Conheceram BH toda em um dia (nem tem como prolongar porque ponto turístico legal por aqui é difícil né) e foram bem simpáticos. Principalmente quando falavam a língua deles entre si. Sério, parecia que eu tinha sido transportada pra dentro do Game of Thrones, em pleno calor do Brasil. Não tenho nem ideia dos pontos turísticos da Islândia (além dos vulcões e da aurora boreal), mas só de pensar no tanto de história diferente que o país tem, dá vontade de economizar a vida inteira pra entrar num avião e ficar pelo menos dez dias lá. Morrer de frio e me sentir deslocada; um pontinho marrom no meio de tanta gente loira.

Lhama
Agora voltando aqui pro continente, porque até hoje não me surgiu vontade nenhuma de ir mais pro oriente, o Peru e aquela famosa foto do topo do Machu Picchu me encantam. Não sei muito sobre astecas, maias ou qualquer que seja a tribo que era de lá (sempre confundi no colégio), mas assim como a Islândia, dá vontade de andar pelos lugares só pra sentir a história entrar em você (pra vê se eu aprendo de uma vez porque né...). Tanta gente diferente, crenças diferentes... Dá ou não dá vontade de sentar lá nas pedras do Machu Picchu, acender um incenso e ficar meditando? Ah, e também comprar aquelas touquinhas com orelhinhas, amo! hahaha!

Se fosse para viajar hoje, agora, sem problemas com compromissos ou dinheiro, eu tiraria na sorte entre esses 5 lugares, e ficaria satisfeita com qualquer um. E você? Para onde sonha viajar?