Encontrinho KP #fail

Olaaar amigos, como vocês estão? Então, vou direto ao assunto: uma das minhas blogueiras hypes favoritas, a Karol Pinheiro, esteve aqui em BH no sábado (ontem), especialmente para fazer um encontrinho com as leitoras e, para mim, foi bem decepcionante.
Olha, se algum dia na minha vida eu for tão famosa ao ponto das pessoas quererem encontrinhos exclusivamente  para me ver e tirar selfies comigo, eu organizaria as coisas um pouquinho melhor. Claro que a culpa não foi dela, e também não estou jogando a culpa em ninguém. O negócio é que não da certo, sabe? Não era uma sessão de autógrafos, mas também não era um encontro profundo com as leitoras. Basicamente, você entrava no hall do hotel onde a Karol ficava parada em frente um painel de lona meio improvisado, com as logos dos patrocinadores atrás, tirava a foto com ela, dava um "oi!" de meio segundo, pegava um presentinho dos patrocinadores correndo e acabou. Isso tudo depois de ter esperado, no mínimo, 2 horas na fila do lado de fora do hotel. Não tinha tempo para você realmente conversar com a Karol e trocar experiências de vida, de saber se a maquiagem dela era perfeita mesmo igual nas fotos e vídeos, e se ela era baixinha mesmo igual falam. E isso tudo foi o que me falaram, porque entrar mesmo no hall do hotel não consegui.
eu, carol - e uma miga brava ali atrás- , ainda esperançosas, na fila
Fui com minha amiga (que por sinal também se chama Carol) mas, como Carol tem a idade mental de uma menina de 12 anos, e ela ainda não consegue escolher suas roupas sozinha e ficar satisfeita na primeira escolha, nossas senhas eram 428 e 429. Durante as 2h30 que ficamos na fila, conseguimos pegar a água que a equipe do encontrinho estava distribuindo duas vezes. Não conhecemos ninguém legal, até porque, acho, nós éramos do grupo das mais velhas por ali, tirando os pais das meninas que estavam esperando nos carros ou do outro lado da rua. Enquanto minha amiga me enchia a paciência por que queria de qualquer jeito a pamonha que o carro da pamonha estava vendendo (sério, ele passou na rua umas 3 vezes e ela não teve coragem de ir comprar sozinha), conseguimos resolver nossas vidas todas, todos os problemas e planejamentos pras próximas semanas, e a fila tinha andando, no máximo, 2 vezes. Estavam liberando para entrar no hotel de 20 em 20 pessoas. 
o maldito carro da pamonha
Cálculos e variáveis depois, decidimos ir pro começo da fila, perto do portão, pra ver o que tava rolando, e foi quando encontramos com duas mulheres que tinham acabado de sair e a Camila, minha amiga da faculdade. Camila estava quase entrando, provavelmente entraria na próxima "leva", e ela ainda era a senha 140 e alguma coisa. As duas mulheres mostraram a foto com a fofa da Karol, e os "brindes" que tinham ganhado: um livro e um esmalte qbd. Não, não podia pegar um de cada brinde que Karol estava dando, era pra escolher, e era pra escolher rápido, e sim, todo o primer da MAC já tinha acabado há horas. E elas eram os números 95 e 96 da fila. Ou seja, pensamos eu e Carol na hora, vamos embora pro McDonald's que ganhamos mais. E assim fizemos.
Fomos até o final da fila, que também era onde meu carro estava estacionado, e demos nossas senhas para os últimos, que eram os 700 e alguma coisa, e eles ficaram felizes até. Passamos no drive-thru, compramos sorvete, e fomos pra minha casa, onde estava acontecendo o aniversário do meu irmão, pra comer docinho, salgadinho, bala fini e bolo. Ah, e assistir episódios antigos de Grey's Anatomy na Netflix também. 
No final, foi bem melhor.
E, assim, to reclamando que não chegamos a ver a Karol, e eu queria muito conhecer ela, mas não ia ter como de qualquer jeito. Eu queria conversar com ela, descobrir dicas de como gravar vlogs e como passar batom sem borrar nada. Mas fica pra uma próxima né?
Foi bom, ai foi ruim, e no final, até que melhorou.

um minuto de silêncio para os indecisos

Sobre góticos

Que a sociedade jovem dessa internet é toda gótica já não é mais novidade. Hoje em dia, todo mundo é gótico, todo mundo é sofredor e amante das trevas. Mas gótico de alma mesmo, são poucos. Lembra antigamente no mundo dos blogs e fotologs, aqueles gifs de desenho animados? Lembra de passar muito lápis preto no olho e só se vestir de preto, não importando o calor que estivesse? Lembra de tirar fotos fazendo a pose "deixa eu cheirar essa rosa vermelha aqui rapidão"? E as famosas asas pretas que você sempre quis ter, lembra? Na minha época, isso era ser gótica, e não tinha um que não olhava meio de lado quando via góticos passando na rua, faziam o sinal da cruz e comentava, quando chegava em casa. Bom, isso ainda acontece em alguns lugares, mas ainda bem que a onda dos batons escuros pegou. Porque ô trem caro e difícil de achar viu.
Edward mãos de tesoura, gótico muito antes dos góticos
Um tempo atrás eu estava pelo Facebook e pelo Flickr, e tive a mágica e trevosa ideia de que queria fazer um ensaio bem pirigótico mesmo, e resolvi montar um album no Pinterest. Porque é isso que nós idealizadores fazemos: temos a ideia, animamos, e vamos pesquisar várias e várias outras ideias pelo Pinterest. Não, não fiz ainda as fotos, mas o projeto ta aí. Então bota ai uma Evanescence pra tocar e olha aqui algumas fotos que reuni para me inspirar:




Claro, isso é só um gostinho da imensidão das trevas dark que tenho lá no meu Pinterest. Porque você não vai lá ver mais fotos e vem ser gótica comigo?  Ah, e se você tiver mais alguma coisa pra acrescentar nesse meu amontoado de inspiração, qualquer ajudinha é válida!! 

Winona ryder, outra gótica antes dos góticos

O que li nesse ano #4

Sim, o que li neste ANO. Porque o negócio tá feio pro meu lado, amigos - muito, mas muito feio mesmo. Há algum tempo eu não leio um livro bom mesmo (salvo 2 livrinhos dessa lista), que dê gosto de ler e que me faça surtar. Que me faça desenvolver sentimentos tensos pelos personagens, me faça viciar no livro e, em uma sentada, ler tudo. E, claro, depois reclamar comigo mesma que li muito rápido, e que agora só Deus sabe quando outro livro bom vai aparecer. Bons tempos.
Então vamos ver meu saldo de livros lido nesses 6 meses, e rezar para que essas bad vibe de livro ruim passe.


Essa foi meu primeiro livro do ano, e já chegou pegando fogo. Na continuação da saga Anômalos, encontramos uma Sybil mais corajosa, pro ativa e protetora, tudo o que nos deixou de queixo caído no final do primeiro livro. Tem uns romancinho, mas o foco mesmo é todo nesse universo opressor distópico e violento que, gente, tá muito bom viu. A Barbara acertou a mão com esse segundo livro, não deixando nada a desejar para o espetáculo que foi em A Ilha dos Dissidentes. Ah, e também com AQUELE cliffhanger no final que dá vontade de morrer de tanta curiosidade! Já to esperando muuuito pelo desfecho dessa trilogia, que vai ser lançado na Bienal do Rio nesse ano, em Setembro se não me engano (aquela Bienal que, no caso, talvez eu vá, talvez eu não vá, mais provavel que não, mas talvez sim). Ah, e tive o prazer de conhecer a Bárbara na Bienal aqui de BH no ano passado, além da Babi e Iris, e elas são umas fofas, ótimas pessoas! A Bárbara, inclusive, até me deu meu próprio poder Anômalo: agora, além de ser uma libriana indecisa e perfeccionista, também manipulo o ar! 

bjs de ar pra vcs
Nu, esse também lacrou um pouco viu. Passei metade desse livro confusa, e metade tentando adivinhar qual era o grande mistério de Seraphina, uma garota que foi encontrada entre os restos de um avião caído no meio do mar, e que também não lembrava nada de sua vida. Acho que tenho uma queda por livros que tenham a ver com perda de memória, porque sempre que vejo um novo, fico louca pra comprar e, todos que já li sobre o assunto, até agora, me trouxeram experiências bem positivas. Acho que é principalmente devido ao fato de que a gente vai descobrindo, junto com a personagem principal, o que realmente aconteceu/como era a vida dela antes/qual o grande segredo que todos parecem evitar comentar. Ah, e em Unremembered, ainda temos um sci-fi muito louco, que casou super com a história. Recomendo pra quem tá começando a ler em inglês, é uma história bem divertida! (acabei de ler aqui no Goodreads que ele tá sendo transformado em filme! Gente!!!!!)

Love, Rosie foi... Bom, foi ruim. Foi bom no comecinho, ai ficou meio lenga-lenga demais, e teve um final que não compensou. A história é basicamente sobre a troca de cartas, emails, mensagens e recados entre uma família e amigos, cheia de acontecimentos normais da vida de qualquer pessoa comum, e também um pouco de tensão sexual ali no meio - mas nada tão bom assim. Sabe quando você pensa "nossa, se eu tivesse feito isso ao invés daquilo, talvez hoje eu estaria tranquila morando numa ilha paradisíaca na Europa" ? Então, nesse livro você encontrará vários exemplos disso, várias oportunidades perdidas, coisas que só aconteceram -ou não- por falta de comunicação (o que é bem irônico, se pensarmos que a diagramação toda do livro é em formato de vários meios de comunicação, hahaha). No mais, vá ver o filme, que tem como protagonistas os lindos Sam Claflin e Lily Collins, e é bem mais humorado que o livro, tirando a trilha sonora, que amei!

Primeiro, eu achei que a autora fosse O autor, não sei porque. Depois, achei o livro uma coisa muito estranha, pensei que a protagonista tava era bem doida mesmo, e então entendi tudo, ao chegar no final. Escrito de uma maneira leve e pesada ao mesmo tempo, Mentirosos é o destaque das leituras desse ano, que despensa elogios ou explicações. Até porque, qualquer coisinha a mais falada, vira spoiler, no caso desse livro. Só vá ler logo, e dividir com a gente que já leu, seus pensamentos mais profundos sobre essa história!

Num belo dia, eu, neurótica e doida de jogar pedra, resolvi acabar logo com essa história, e gastei todo o resto do meu dinheiro comprando toda a coleção de Instrumentos Mortais. Provavelmente, foi culpa da Christine Riccio, do canal polandbananasBOOKS, porque essa menina fala TODA hora de como essa série é boa, como mudou a vida dela - depois de Twilight, é claro - e porque eu amo ela. Sério hahahaha. Ela é super alto astral e meio louca, meio gente como a gente. E foi apenas por isso, que me obriguei, então, a ler a maldita série porque né, já tava aqui em casa e eu já tinha gastado vários dinheiros nela e já tinha lido o primeiro livro por Ebook e então vamos ler. E foi chato igual eu esperava. Quero dizer, foi legal em algumas partes, mas foi bem mais do mesmo que eu lembrava do primeiro livro. Claro, o final ainda deixa a gente muito curioso, mas nada tão radical assim. Espero que os outros livros sejam bem melhores que esse segundo, porque esses dinheiros tem que valer a pena, pelo amor de Deus!

ma vai gastar tanto dinheiro assim igual eu viu
Tinha desistido dessa série de livros depois que li o Desastre Iminente que, basicamente, é crtl+c, crtl v de Belo Desastre, só mudando o ponto de vista. As mesmas coisas acontecem, e não tem nada de novo. Até que li a resenha da Joana, e resolvi dar mais uma chance pra essa autora que conheço faz um tempo e até considerava pacas, mas já tava encaminhando pra lista negra (e também porque o livro tava numa promoção louca e comprei por 14 dinheiros). Foi. A. Melhor. Coisa. Que. Eu. Fiz. Esse. Ano.
Esse é um daqueles livros que a personagem te esconde durante a história toda algum segredo e, nas últimas 2 páginas, resolve largar a bomba ali e deixar ela explodir na sua cara. Quando terminei a leitura, juro, sai gritando vários "MAS ESTAVA TUDO ALI NA MINHA FRENTE!!!" e também alguns "TODOS ESSES SINAIS E AINDA SIM NÃO CONSEGUI ADIVINHAR" e logo depois enfiei o livro na cara da minha irmã porque "VOCÊ TEM QUE LER ISSO DAQUI AGORA E DIVIDIR ESSE PAPEL DE TROUXA COMIGO". Foi um dos livros que eu gostaria de ter escrito, só para deixar todos os leitores bem intrigados mesmo. 
Recomendo se você gosta de New Adults normais, mas com reviravoltas no final!!

Ah, o que dizer desse livro? Bom, não foi uma surpresa pra mim, porque já tinha lido o spoiler master do final dele mas, mesmo assim, me fez chorar. É uma história bem verdadeira, com personagens reais (no sentido da integridade deles), sobre como o amor aparece em suas mais variadas formas, e sobre como, as vezes, tudo o que precisamos é de um acontecimento tenso em nossas vidas, para nos fazer dar mais passos pra frente do que pra trás. Ah, e vai virar filme também, com o - novamente- lindo do Sam Claflin e a nossa rainha dos dragões preferida, a Emilia Clarke. É triste no final, mas é até meio felizinho.

Se eu pudesse fazer um gráfico de expectativas para esse livro seria tipo assim: altas - médias - baixíssimas - médias - ok. Sempre tinha ouvido falar bem de Perdida, até que uma amiga minha que lê muuuitos livros brasileiros me disse que tava morrendo de preguiça de continuar a leitura (foi a Júlia hahaha). Mas aí ganhei de aniversário ano passado e, numa procura falha de um novo super livro, resolvi ler logo esse. Foi bom, e foi ruim, e então foi bem cansativo, e então foi clichê. Assim, os personagens em si eram bem bobinhos, bem YA Brasileiro bobinho. Acho que se a autora tivesse feito dessa história um NA, com todos os problemas levados à sério mesmo, e um pouco menos de ingenuidade por parte dos personagens, ia ser uma história muito mais legal de se ler! Mas foi bem engraçado em algumas cenas hahaha!

P.S.: Especialmente hoje, o post só teve livros físicos por motivos de: meu computador está igual eu dentro de um carro na auto escola, morrendo de 5 em 5 minutos. E também por que era muuuito Ebook para resenhar, então, vou transformar em um post único depois, se alguém quiser.
P.S.2.: 4º Post de BEDA e já to querendo morrer porque deixei de postar alguns dias, como que faz migas???? MÃS estamos bem por enquanto. Por enquanto.
sos ajuda luciano