@mor, amizades que valem a pena e confissões (bem de leve)

S.P: Esse post tá lotado de gifs de How I Met Your Mother!! It's gonna be legen-wait for it- dary!
S.P.2: PS é depois do post, então como isso aqui tá antes, resolvi escrever ao contrário também, "S.P". Faz todo sentido, não faz?

Todo mundo que está ativo na internet já passou pela situação que Emmi e Leo vivem, em @mor, de Daniel Glattauer. Resumidamente,uma vez que esse não vai ser um post de resenha, nesse livro simplesmente lindo e contagiante, o casal começa a trocar emails sem querer e, depois de algum tempo, se vem dentro de uma bolha de dependência. Ou seja, eles começam a viver uma vida diferente dentro desse novo relacionamento virtual, e criam uma relação já vista em 90% dos casais apaixonados: dependência mútua, borboletas no coração e arrepios na espinha.
Devorei o livro em um dia e, entre minhas risadas, meus chororôs e minha pequena dança da vitória toda vez que eles pensavam em se encontrar fisicamente- fora da tela do computador- lembrei de um sentimento que tava dormindo dentro de mim. E não, esse não será mais um post sobre como sou romântica  bobona e blábláblá. Hoje estou aqui para reconhecer e agradecer - do fundinho do meu coração de manteiga derretida- as pessoas que fizeram a diferença na minha vida esse ano, falando da amizade e todas suas implicações.

Sabe toda vez que você encontra e conhece uma pessoa nova e ao longo do tempo vai percebendo pequenos sinais de que aquela pessoa gosta das mesmas coisas que você, pensa do mesmo jeito que você e também não sabe tomar um sorvete ou qualquer outra comida que faça bagunça sem, bom, fazer bagunça? Então, é disso daí que eu tô falando.

Não precisa ser uma pessoa em que você tem um interesse amoroso, nem nada do tipo. Pode ser aquela menina que todo dia na escola chega mais cedo só pra sentar na sua frente e, mesmo que você odeie ser interrompida na hora da aula, ela continua conversando com você. As coisas mais aleatórias e estranhas que você teria para conversar- exatamente como você faz com as pessoas as vezes. Pode ser também aquele cara meio engraçado e amigo de todo mundo, que você nunca pensou em ter como amigo, mas aí ele senta todos os dias ao seu lado na escola, e fica jogando suas coisas no chão, fica comentando e fofocando a aula toda com você, e um tempo depois já estão trocando segredos. Simples como uma borboleta saindo do casulo.
Também tem o caso de você querer tanto ser amiga da pessoa x que, quando não aguenta mais se esforçar para que aquilo aconteça, a amizade simplesmente surge. Quando você percebe, tá dividindo seu sagrado lanche com ela, 5 minutos antes de bater o sinal para o intervalo.
Essa coisa de se identificar com certas pessoas pode ser instantânea, pode crescer ao longo de um ano como pode também demorar. Mas quando acontece, não importa se vocês se conheceram por engano na internet, se a amizade foi forçada a acontecer, se bastou um "eu também amo esse livro!" para vocês agirem como duas loucas amantes e fãs de qualquer coisa aleatória (Demi Lovato, Divergente, The Vampire Diaries *Damon*, e por aí vai...) ou se a coisa demorou mais tempo - e paciência - se para formar.


Não importa se vocês já se conhecem há muito tempo, mas só esse ano resolveram se aproximar, e isso acabou sendo a melhor coisa que já aconteceu para vocês. Não importa se você for menos estudiosa e mais lenta que sua(seu) amiga(amigo), ou se não quer fazer o mesmo curso na faculdade que ele(ela), ou se a pessoa for vegetariana e você não. Se tiverem alguma coisa em comum, e estou falando de características marcantes e estranhas, do tipo ambos inventaram uma língua nova e falam entre si por ela ou ambos riem das mesmas piadas sem graça, e não importa o tanto de vez que já a ouviram, vão continuar rindo até o fim da vida. Se tiverem uma certa obsessão por X Factor e Channing Tatum, além de terem um gosto tão difícil e reclamão pra tudo,como você, ou então se amarem Oreo como se o biscoito recheado devesse ter um lugar no ranking das "8 Maravilhas do Mundo". Se, antes, você evitava qualquer tipo de contato social mas, hoje, não consegue passar perto de seus amigos sem abraçar todos.

Se morarem na mesma rua e, toda vez que forem para um encontro entre os amigos, perguntar "quer dividir o táxi na ida e na volta?". Se você acabar sendo amiga da família toda da pessoa, antes de virar amiga dela. Se essa outra pessoa for a única que você consegue conversar sobre super-heróis, filmes de terror que REALMENTE dão medo, deepweb ou qualquer coisa nerd-aleatória-geek. Se essa pessoa consegue escrever histórias MUITO geniais, tirar total em todas as redações do ano, ter dividido seu DNA com seu irmão fofinho e possuidor de um QI inimaginável e, além de ser super em tudo que faz (e ser a segunda adolescente que eu conheço a admitir que leu 50 tons de cinza *a primeira fui eu hihi*), te deu esperanças para continuar a escrever histórias, nem que elas sejam sobre seu dia a dia.
E se você que tá lendo agora, for uma dessas pessoas acima, ou então simplesmente se identificar com uma delas, parabéns. Você fez/vai fazer uma menina meio chata, insegura, grossa e romântica até não poder mais, feliz. Ou, no mínimo, você a vai tolerar e ser sua amiga.

Afinal, vocês tem algo - ou muita coisa - em comum.
Simplesmente assim.

Da série: "Porque não...?"

Obs: esse post é semi-spoiler-free. Entendam como quiser ;)

Olá gente feliz e linda, como estão? Super hiper mega master fantasticamente ansiosos para o natal, como eu estou? Não tem como não amar essa época do ano, não é mesmo?
Bom, hoje venho aqui na verdade para indicar uma série que me ganhou no primeiro episódio(MUITO OBRIGADA a você, querida amiga que não gosta de ser identificada, por me apresentar à ela), e me faz ter emoções fortes até hoje (ou seja, eu choro, esperneio, rio até morrer...): Buffy, A Caça Vampiros (1997). 
Mas calma aí! Antes de você sair julgando toda e qualquer coisa que tenha "vampiro" no nome, dê uma chance para essa série. Basicamente, a história é a seguinte: Buffy Summers, adolescente como outra qualquer, muda-se para Sunnydale com um único propósito - ela é a nova Caçadora (Slayer) dessa geração, e tem que proteger o lugar mais concentrado de vampiros, demônios e afins, a Hellmouth(que na verdade é "fantasiada" de Sunnydale, a cidade). Ela recebe a ajuda de seu guardião, Giles, e toda a "Scooby Gang", que no ínicinho da série é composta por <3Willow<3 e <3Xander<3, seus dois novos e melhores amigos.
A Buffy, interpretada pela maravilhosa Sarah Michelle Gellar, é uma das minha heroínas da ficção favoritas, pelo único motivo de: ela é muito durona, kick-ass mesmo. Tudo bem, sempre tem aquele cara que chega pra roubar o coração dela mas, senhor, essa mulher consegue salvar o mundo SPOILER (umas 10 vezes na série inteira), acabar com todos os vampiros-demônios e ainda fica com o visual intacto no fim do episódio. Haja folêgo.

A série é cheia de piadinhas internas, e alguns episódios são praticamente só pra te fazer rir e quebrar o climão, trazendo aquele humor no meio dos momentos de tensão, o que me deixa muito feliz (eu e meu humor negro). As personagens secundárias são maravilhosamente bem desenvolvidas, e poderiam até ser principais, de tão boas que são. Palmas para Joss Whedon, criador da série.
Mas falando sobre essas tais caras que roubam o coração, e porque eu sou uma romântica insaciável, tenho dois pontos a fazer aqui:
1. Você que tá pensando que Buffy é só ação e aventurinha bobona, tá pensando erradíssimo. Primeiro conhecemos o Angel (David Boreanaz novinho <3, de Bones), e você vai se apaixonar instantaneamente por esse vampiro bonzinho e gato. Na verdade, toda vez que ele aparecia em cena,SPOILER e até depois de algumas temporadas, quando a Buffy e o Angel terminam e ele vai morar em outro estado, mas faz algumas repentinas aparições em episódios significativos para a série, eu queria me atirar na televisão e morrer abraçada nela. Angel é só o vampiro mais problemático, fofo, carinhoso e misterioso que tem na TV.
êta homem viu
2. Se você ainda não está convencido(a), prepare-se para ficar: na segunda temporada, Drusilla (Juliet Landau - a.k.a a vampira mais doida e legal que já inventaram) e Spike (só de escrever o nome dele já to tendo um treco) entram na série como os vilões que vão querer acabar com a vida da Buffy. E porque isso seria tão legal? Caros e humildes amigos, essa é a razão:
gente, esse cara tem mais de 50 anos!!!11!!omfg!!!
Spike (James Masters) é 100% vampiro, 100% malvado, 100% MARAVILHOSO e 100% engraçadinho. O anti-herói perfeito para qualquer pessoa, que me fez olhar com outros olhos para homens com cabelo descolorido, tenho que admitir. Para mim, ele é um dos principais do seriado inteiro e, se tirassem todos os outros e deixassem Buffy e Spike numa sala brigando durante os 40 minutos que cada episódio tem, eu não iria me importar nem um pouquinho.
Se você está procurando motivos para começar uma série nova, legal, antiga (OMG,eu piro com as roupas que todo mundo usava em 2000) e fora do comum, acabou de encontrar suas respostas. E MAIS!!
Se até agora NADA do que eu disse te convenceu, nem mesmo a carinha de pidão do Angel, nem a protagonista bad-ass que não precisa da ajuda do namorado toda hora, e nem mesmo os momentos com spoiler(vamos combinar, spoiler torna tudo mais interessante), ainda tenho uma carta na mão. A série foi upada INTEIRA no Netflix!!! Ou seja, no site está disponível todas as temporadas de Buffy, só esperando para serem vistas!! How cool is that!!!!!???? 
Então, dê uma chance para essa série. Prometo que vai ser tudo de bom e *too much feelings*. Se acabar não gostando, pelo menos você agora entende todas as citações de Buffy em diversos filmes e seriados e, olha, vai ser bem legal.

Alguns motivos para ler A Culpa é das Estrelas

Dois meses depois do último post, aqui estou. Sei muito bem que abandonar uma coisa tão importante para mim não é bom, então não é isso que estava fazendo. Caros amigos, enquanto vocês viviam suas vidas que, tenho certeza, são bem mais emocionantes que a minha, eu estava tendo doze horas de estudo por dia, para passar na droga do ENEM . E o que vai acabar acontecendo: ninguém vai entrar em faculdade nenhuma, porque o diabo foi mais difícil do que todos esperavam mas, praticamente, a nota de corte vai abaixar.
Para quem também achava que seria impossível, cá estou com o layout mudado!! Essa minha mania já ta virando TOC, então vamos ver se eu consigo acostumar com esse, né? haha
PORÉM, aqui estou, renascida das cinzas tipo fênix, trazendo um post novinho em folha para quem ainda lê essa coisa que eu chamo de blog pessoal! E, para voltar com emoção, desespero e polêmica, humildemente apresentar-lhes-vim a minha experiência com esse livro tão arruinador de vidas. Creio que já devem saber do que estou falando - afinal, é o título do post, duh.
Resumindo, só pra quem ainda tá no século passado e não tem nem ideia do que eu tô falando, em A Culpa é das Estrelas, John Green nos apresenta à Hazel Grace e Augustus Waters, dois jovens portadores de câncer que encontram em suas semelhanças e diferenças o conforto da paixão adolescente. Após capítulos e mais capítulos de fofurice em excesso, acontece a coisa mais decepcionante que poderia acontecer para arruinar a vida dos dois, tirando o advento do câncer, é claro. Mas, pra quem já leu, ou para aqueles que amam saber o fim da história,SPOILER ALERT é isso mesmo que acontece, o câncer de Augustus se desenvolve depois de um ano sem aparecer, e ele acaba morrendo. snif.
Eu estava com um pé bem lá atrás pra ler esse livro, porque:
1.Todo mundo que eu conheço estava lendo ou já tinha lido;
2.Essas mesmas pessoas, todas, choraram em alguma parte da leitura;
3.Tinha medo de ser um daqueles livros decepcionantes;
4.Vocês não fazem ideia de quão descontrolada minha válvula do choro é ( falo dela em outro post, haha ).
E aí, a vida aconteceu, e me peguei acordando um dia com vontade de ler o tal livro sugador de esperanças. Corri para a estante da minha irmã, peguei o dela emprestado (eu não compraria um livro com tanto poder emocional assim, faz mal) e li tudo em quatro sofridas,divertidas e mais sofridas horas. Admito que o livro é SIM genial, promete risadas, promete chorôrô e cumpre. E, talvez, tenho que falar, esse foi o livro em que mais percebi as indiretas quase saindo da página e me dando um tapa na cara, além de todo o aprendizado que, qualquer um que resolver se aventurar a ler, tira da história.
No começo, você se apaixona facilmente pelas personagens e, mais ainda, pelo casal fofurice top 20 ganhador do troféu master da paixonite crônica, Hazel e Augustus. Ele é só o menino mais atencioso, bonito e carinhoso com quem Hazel e qualquer garota em sua adolescência poderia sonhar. Pra resumir todos esses coraçõezinhos saindo do meu dedo agora: no começo até o meio você se apaixona pela história inteira.
E aí vem uma tsunami de quarenta mil metros num certo capítulo 21 , você lembra de todas as indicações que te fizeram antes de ler essa coisa que chamam de livro, e chora. E chora mais. E mancha seu livro - ou o da sua irmã,ops hihi - com lágrimas. E pensa "porque mesmo que essa abominação é um best-seller?"


Nãaaaoo!!
Mas calma!! Não precisa levantar seu bumbum da cadeira e ir queimar sua cópia que acabou de chegar do correio!! A Culpa é das Estrelas, na verdade, me marcou positivamente. E você deve estar pensando " mas como assim, você destruiu o livro de todos os modos verbalmente possíveis!?". Mas aconteceu mesmo.
Tenho um moleskine que ganhei de uma amiga e, nele, tento ser o mais criativa possível, para que daqui ha uns 20 anos, eu abra o caderninho e veja como era a Gabi adolescente. Então, anoto várias frases, citações, desenhos etc... E esse tal livro destruidor de almas não ficou de fora.
Apesar de ser uma história com um final triste, é também uma história de superação pessoal. Se você for ler com atenção, em várias passagens John Green deixa claro uma coisa em que acredito muito: destino ( o que me lembrou de uma palavra muito lindinha em inglês,serendipity). E foi anotando minhas partes preferidas que compreendi isso, e percebi que concordo totalmente com o autor.

"Como leitor, não sinto que uma história tenha a obrigação de me fazer feliz.
Eu quero histórias que me mostrem um mundo maior do que aquele que conheço."
Eu deveria ter percebido isso antes mas, eu e minha fixação por young/new adults com finais felizes e alegres, me cegaram nesse dia em que li ACEDE (abreviação fofinha,não é?). Quando me perguntam porque eu gosto tanto de romance e amorzinho, sempre tenho o discurso de "querer viver algo que nunca aconteceria comigo,viajar da minha vida e nunca voltar". Mas, pobre, desapercebida,eu. Isso foi exatamente o que John Green prometeu com a proposta do livro, e cumpriu generosamente. A história de Gus e Hazel realmente estava fora da minha bolha de alegria, e me fez ter sentimentos bons a respeito disso, já que nem tudo são flores nessa nossa vida de ser humano. Ás vezes, temos mesmo que parar um pouco no conto de fadas cosmopolita e prestar atenção no mundo ao redor, aquele que você ainda não conhece. É ali que suas respostas estarão. 

Adaptação para o cinema

SIM, meus caros amigos, ACEDE está sendo adaptado para as telonas! E como se não pudesse melhorar, o elenco tá só MUITO bem escolhido. Teremos Shailene Woodley como Hazel Grace, o lindo Ansel Elgort como Ausgutus Waters e Nat Wolff como Isaac (o amigo deles) , e eu não poderia estar mais ansiosa!!!!11!! Apesar de ambos Shailene e Ansel serem colegas de elenco (e irmão na ficção) na também adaptação literária Divergente, ver os dois interpretando o casal adolescente mais fofo que já li vai ser legen-dary (deixa o Barney e HIMYM para outro post,haha).

Da esquerda para a direita: o escritor-ceifador John Green, Ansel, Nat e Shailene

Ainda estão filmando tudo lá na terra do tio Sam mas, assim que sair o trailer, divulgo no meu twitter. E será impossível não ver quando isso acontecer, uma vez que faço escândalo para praticamente tudo nesse meu universo de fã louca.
O filme tem data de estréia pro dia 6 de Junho de 2014, e já tô querendo comprar ingresso para sessão antecipada de meia noite.
Fazendo uma super intertextualidade, só pra terminar o post bonitinho e sem preconceitos contra essa autor fofo, porém sugador de vidas: