As músicas que me fazem suspirar

Sou uma romântica sem correção, já aceitei isso. Sou dessas pessoas que gostam de se torturar no domingo à noite, vendo aqueles filmes de romance bem clichês mesmo, só pra chorar rindo no final. Que pega um livro do Nicholas Sparks pra ler e, mesmo sabendo que a fórmula de todos é a mesma, mesmo sabendo que nem é tão bom assim, me apaixono pelo amor impossível dos personagens. E quando escuto uma música então? Crio clipes e histórias para a música, na cabeça. Tento imaginar o que o autor estava pensando e sentindo quando escreveu a música, e como deve ser cantá-la na frente de multidões. Suspiro de e por alegria, paixão, delicadeza e simplicidade. 

E foi disso que vim falar aqui hoje, das músicas que, quando ouço, arrepio toda, suspiro, encho os olhos de lágrimas e canto com todo o ar dentro de mim. Todo mundo tem músicas desse tipo, e esse é meu TOP 5, vamos lá morrer um pouquinho?

5. Luz dos Olhos - Nando Reis

 "Pinta os lábios para escrever, a sua boca é minha..."
Ai gente, vou confessar: não sou a maior fã de Nando Reis não. Na verdade, nunca parei pra pensar nele direito, então nem gosto muito. Mas quando escutei essa música, foi como morrer dez mil vezes e voltar. Sabe quando você tá passeando pelo youtube e de repente encontra A música perfeita para ser cantada por um futuro interesse romântico pra você? Então, Luz dos Olhos é essa música. Fica ai a dica amigxs. 

4. 505 - Arctic Monkeys
 
"But I crumble completely when you cry!"
Não tinha como faltar Arctic Monkeys nessa lista, afinal, quem causa mais suspiro nas menina que Alex Turner, seu - recente - cabelo de gel e cosplay do Agostinho?? hahaha!
Sempre que escuto 505, dá vontade de sair gritando e dançando pelo quarto, e crio aquele filminho na minha cabeça, seguindo a letra da música. Sério gente, essa música é ou não é uma cena perfeita de um livro?
tá pra nascer pessoa mais sexy

3. Always In My Head - Coldplay
"This I guess, Is to tell you you're chosen, out from the rest"
Além do óbvio fato de que Coldplay é Coldplay, essa música do último CD deles me faz sentir coisas maravilhosas. Me faz querer deitar de noite num campo aberto e ficar olhando pras estrelas, numa noite quente. E me faz suspirar, muito muito muito mesmo! Se eu escrevesse ou dirigisse uma rom-com, essa seria a música que viria naquela cena em que os personagens principais estão andando de mãos dadas, comendo sorvete e contando seus segredos um pro outro. 

2. Wicked Game - Three Days Grace
" I never dreamed that i'd meet somebody like you, I never dreamed that i'd lose somebody like you"
Nossinhora me segura que eu vou desfalecer.
Essa versão do Three Days Grace é ainda melhor do que a original e, desde que ouvi, sempre fico meio sentida quando escuto. Foi em uma das únicas e melhores fanfics que já li, na minha época doida de fanfic. Ela chamava - ainda chama, mas a autora não atualiza tem anos, então já até perdi as esperanças de um final digno - Bite Me, e era uma fanfic interativa de Buffy. SIM, BUFFY (já falei sobre minha pequena adoração pela série aqui no blog). Tem como ficar melhor? Sim, tem, tem muito. Super recomendo essa história, na verdade, mesmo sem estar finalizada. Sério, leiam. E quando chegar a parte em que Wicked Game aparece, chorem e gritem comigo, porque essa música é boa demais.

1. Landfill - Daughter
"Then leave me in the rain, wait until my clothes cling to my frame;
Wipe away your tear stains, thought you said you didn't feel pain"
Landfill tem uma das letras mais bonitas que já ouvi, um misto de sinceridade e delicadeza que não tem como não se comover e se identificar com as palavras. Tem um clima meio decepção-coração partido-frio-neve-inverno-norte, lindo e maravilhoso. Perfeita para ouvir quando você quer se lamentar por qualquer coisa, hahaha! Descobri por acaso em uma playlist do Spotify, mesmo já tendo escutado outras músicas da banda, e se tornou a favorita na hora do suspiro. 

0.5 (bônus).  Infinity - The XX

"I can't give it up, to someone elses touch"
NU, peguei pesado agora. Infinity é uma das músicas de The XX que me fazem querer fechar os olhos e dançar lento com alguém. A vibe da banda é uma das minhas preferidas e essa música é uma das coisas mais agradáveis que já escutei. Não sei explicar direito o que acontece mas, ouve aí, e vê se você consegue me entender, hahaha!

tipo assim, sabe? hahaha!
 Esse foi meu TOP 5 de músicas que me fazem suspirar muito, mas quero saber de vocês! Quais as suas músicas que te trazem essa sensação estranha que a gente nem consegue explicar direito? Deixa ai nos comentários e vamos ser melancólicos juntos!
Suspiremos.

Séries novas que comecei a ver

PS: Todas as séries deste post (que é totalmente spoiler free) você pode encontrar na Netflix ou no Popcorn time ;)
Como a vida de todas as adolescentes desse mundo - mesmo se você já tiver quase 20 anos mas se sentir como uma -, a minha também não é fácil. Não é fácil porque não tenho mais tempo pra nada, não há mais espaço na minha vida pra nada, só que, ao mesmo tempo, ainda tenho todas as horas e espaços do mundo. Na verdade, toda essa minha crise tem um nome: p-r-o-t-e-l-a-r. É isso que venho fazendo com todas as ideias de posts pro blog, todos os projetos guardados na gavetinha "Para Depois" do meu cérebro, só esperando para serem concluídas.
Hoje, num domingo de noite, resolvi não pensar muito e fazer. Porque quando você pensa muito em alguma coisa que vai fazer, sempre tem aquela prazerosa e deliciosa possibilidade de desistir e não fazer a tal coisa, e eu quase nunca a contrario. Sou daquele tipo de pessoa que estica a mão para pegar o controle da TV e, se não alcanço, mando áudio pra minha irmã vir correndo na sala porque aconteceu uma tragédia, SOS. E aí é como se eu trancasse a gavetinha e esquecer o lugar em que coloquei a chave. Mas acabei achando essa chave hoje, e resolvi fazer um post bem legal, bem alto astral e bem indicativo. Porque, quando se trata de série, sou um pouco chata e preconceituosa.
Sério, sempre formo mil opiniões sobre séries de TV antes mesmo de assistir um episódio - e sempre me ferro porque, quando eu vou assistir, a danada me prova que é boa mesmo, como todo mundo tava falando. E com Grey's Anatomy não foi nada diferente. 


Bom, se alguém desse planeta terra ainda não ouviu falar da série, eu conto: em poucas palavras, é uma novela mexicana americanizada dentro de um hospital. Comecei a assistir essa disgrama de série em Novembro do ano passado e, sem brincadeira e exagero, vi 10 temporadas em um mês. Grey's Anatomy é aquele tipo de série que você vê o primeiro capítulo e simplesmente não consegue mais largar até o final da temporada, mas ai acontece um MAJOR ACONTECIMENTO que eles só mostram o desenrolar na próxima temporada, e ai você vai vendo, e vai vendo, e as horas vão passando... E quando você percebe, passou o fim de semana inteiro sem dormir, mas descobriu se aquela médica consegue terminar a operação com sucesso ou se o casal OTP fica junto ou não. Eu tinha preconceito porque, vamos combinar, um hospital em que todos os médicos ficam com todos os médicos (dentro das salinhas de exame), não pode ser um plot bom pra uma série de TV. Mas é. E é bom nível guilty pleasure, porque você vai encontrar com seus amigos já soltando a pergunta "E aí, viu o ultimo episódio de Grey's?", e aí já se foram horas e horas de surtos, choros, risos e gritaria. Vou parar por aqui, porque Grey's Anatomy merece um post só dela neste blog.
-> Assista se você gosta de: romance, drama, tramas impossíveis, se tiver coração forte e não tiver problemas em ver muita gente morrendo.


Em minha fixação por Netflix, resolvi ver Unbreakable Kimmy Schmidt (levei 3 horas só pra conseguir escrever isso tudo certinho) no dia mesmo em que estreou, numa sexta feira de muito calor. A série é sobre 4 mulheres que, depois de ficaram não sei quantos anos presas num bunker por um pastor louco que achou que o mundo ia acabar, são libertadas e tem que reaprender a sobreviver nessa "nova realidade". O foco é na ruivíssima Kimmy, que nunca perde a vontade de superar esse trauma e faz de tudo para se tornar parte da sociedade de novo. Bom, dá pra assistir a série numa sentada só porque, além de ter só 25 minutos cada episódio, é uma comédia muito bem bolada - pela linda e maravilhosa Tina Fey. Foi uma ótima tarde para os amantes de Netflix.
-> Assista se você gosta de: comédias leves e bobinhas mas que fazem falta no dia a dia, personagens secundários que roubam a cena e Tina Fey.

Quando comecei a assistir The Office, lembro que uma das personagens que mais me fazia rir era a menina indiana que não dava paz para o "suposto" namorado. Só que eu nunca soube direito o desenrolar da história porque a Netflix tirou a série do catálogo e todos choramos juntos. Até que resolvi deixar de preconceito (porque, como sempre, critico antes de assistir) e ver um capítulo de The Mindy Project. E, meu senhor, mais uma série para viciar. TMP fala sobre um consultório de ginecologistas e obstetras, e como cada um tem sua própria personalidade e manias. Bom, pra mim, a série se resume na ótima Mindy Kaling, aquela indiana que não largava o namorado em The Office. Mesmo abusando de piadas prontas - e as vezes forçadas- a série me conquistou pela carisma da personagem principal, e como eles acertam no roteiro every.single.time. E o que dizer dos atores convidados???????? Amo +qd+.

-> Assista se você gosta de: comédia, personagens femininas que fazem o que quiser da vida porque cada um faz o que quiser da vida mesmo, comédia romântica (MUITA) e citações do mundo pop no meio das falas.


Bom, foi isso que comecei a ver nesse tempinho tempão que fiquei sem vir aqui (#sadface). Mas prometo me empenhar e voltar a postar aqui milhões e milhões e milhões de coisas e, se a vida me for justa e eu conseguir uma câmera digna, - se preparem- começar um canal no Youtube aqui do blog!!!!!!
omg omg omg omg omg omg
Sim sim, estou pensando seriamente na possibilidade, só me falta a matéria prima e um tiquinho de coragem, mas isso é assunto para outro post também.
Fiquem com - inserir autoridade maior em que você acredita - e até o próximo post!
xoxo, adam

O que li no mês de Julho+Agosto #3

Oi gente, e aí? Esse é o terceiro "O que li no mês", para ver os anteriores, clique aqui. Não sei vocês mas, quando tenho muito tempo livre e muita coisa legal pra fazer, acabo não fazendo absolutamente n-a-d-a, como eu disse no último post dessa TAG. Fico parada em frente o computador e a televisão atualizando Facebook e Twitter de 5 em 5 minutos, mesmo aparecendo sempre as mesmas postagens. Aí, quando não tenho tempo para hobbies e fazer as coisas que eu gosto (porque: faculdade), de repente, dá tempo de ler todos os livros, ver todas as séries e ir a todos os lugares. Tudo ao contrário.
Tô falando isso porque, nesses dois últimos meses, consegui a incrível façanha de ler apenas 3 livros - fisicos. O que, querendo ou não, é muito menos do que eu leria em um mês. É tipo 1 livro em meio por mês. E nem o fato de dois deles serem em inglês ameniza a situação, porque pra mim é tudo a mesma coisa, inglês ou português. Li 4 séries de NA em Inglês e em Ebook, mas também não conta porque eram tão curtinhas, que li cada livro em uma "abrida" de Adobe Reader no Iphone.
Vamos ver o estrago desses dois meses.

Um livro para se ler em época de natal, resumindo. Nessa história co-escrita pelo lindo do David Levithan (amo), os capítulos são alternados entre o Dash, com quem me identifiquei muito, e a Lily, com quem também me identifiquei muito. Ambos são personagens muito... Digamos, diretos. É tipo assim: Dash encontra uma lista misteriosa dentro de um livro que está doido pra ler, e acontece que essa lista de desafios foi feita - mais ou menos - por Lily, a fim de arrumar um amiguinho. Gostei, sim, mas não tanto quanto eu achava que iria. Ganhou 3 estrelinhas no goodreads pelo desaforo do Dash e pelas cenas em que a Lily don't give a shit e sai pelas ruas de NY vestida do jeito que quiser. Mas, literalmente, leia esse livro no Natal. Tenho certeza que a experiência vai ser mil vezes mais legal.

Já tinha lido e amado aquele outro livro com nome gigante, dessa mesma autora, o "A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista", mas em português. E achei esse mais do mesmo. Assim, por ser um YA, não tem como fugir muito do normal, mas as lições, perdas e aprendizados continuam ali. O casal meio chatinho foi uma novidade, por que em A Probabilidade, simplesmente amei os protagonistas. Nesse, achei uma coisa meio forçada, e que tinha tudo para dar certíssimo. Começa com um email enviado para o endereço errado, e acaba num romance bem agua com açúcar (3/4 de agua e 1 de açúcar). Esperava MUITO mais de você, Jennifer. Pelo menos alguma coisa mais inovadora, sei lá.  Não é que não gostei do livro, porque faltou um sopro para dar 5 estrelas. Só não deu ainda. 4 sofridas estrelas no goodreads.

Graças a todos os deuses gregos, egípcios e quaisquer outros que você possa imaginar, essa leitura salvou a onda de livros chatos. Nesse NA, pela primeira vez (pra mim), o livro inteiro é lido pelo ponto de vista de Drew Evans, um homem arrogante, maravilhoso e que sempre consegue o que quer. Ok, até aí nada de diferente. O negócio começa a ficar bom quando você lê o primeiro capítulo, em que Drew está trancado em casa a mais de 1 semana, numa gripe marombada de depressão e auto-compaixão, sem vontade de viver. O famoso estado pós pé na bunda. Então você quer saber como o pegador da cidade, rico e bonito acabou daquele jeito, e lê o resto do livro em 2 horas. Me apaixonei pelos personagens, principalmente por Drew, por ele saber reconhecer quando está certo, errado ou, pior ainda, apaixonado. Foi uma leitura super leve que me fez dar aquela respirada de satisfação no final. Ainda faz-se New Adults bons, sem mais do mesmo. 4,5 estrelas de amor.

Em Ebook
Quando leio no celular, não tenho muita paciência quando são livros gigantérrimos ou com muitos momentos de surto, porque muitas vezes leio no meio da aula (shame on me), dentro do ônibus, enquanto me excluo em alguma festa de família, etc... E de esquisito já bastam minhas roupas e meu cabelo. Então, deixo pra ler esses romances de banca americanos, estilo os da Christina Lauren. E nesses dois meses fiz a festa. Li "Reasonable Doubt", da

Beijos da JLaw pra trazer sorte nesse mês ;)